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quarta-feira, 19 de junho de 2013

Raquitismo



·         Raquitismo é uma doença decorrente da mineralização inadequada do osso em crescimento, ou seja, da placa epifisária. Está entre as doenças mais frequentes da infância em muitos países em desenvolvimento. A causa predominante é a deficiência de vitamina D, seja por exposição insuficiente à luz solar ou baixa ingestão através da dieta; mas a deficiência de cálcio na dieta também pode gerar um quadro de raquitismo.
·         Osteomalacia é o termo usado para descrever uma condição semelhante que ocorre em adultos, geralmente devido à falta de vitamina D.
Tratamento e Prevenção

Dieta e luz solar

O tratamento envolve níveis aumentados de fósforo, fosfato e vitamina D na dieta. A exposição aos raios solares ultravioleta, azeite de oliva e ergosterol, são fontes de vitamina D.
Uma quantidade suficiente de raios ultravioleta do sol a cada dia e fornecimento adequado de cálcio e fósforo na dieta podem prevenir o raquitismo. A reposição de vitamina D se comprovou que corrige o raquitismo ao se usar métodos de medicina e terapia de luz ultravioleta.
As recomendações são de 50 unidades internacionais de vitamina D por dia para crianças. As crianças que não adquirirem as quantidades adequadas de vitamina D estão em risco aumentado de ter raquitismo. A vitamina D é essencial para permitir que o corpo absorva o cálcio para o uso correto na calcificação e manutenção dos ossos.

Suplementação

Níveis suficientes de vitamina D também podem ser atingidos com uma suplementação da dieta. A vitamina D3 (colecalciferol) é a forma preferida, já que ela é mais prontamente absorvida do que a vitamina PP (niacina). A maioria dos dermatologistas recomendam a suplementação de vitamina D como uma alternativa para a exposição não protegida ao ultravioleta, devido ao risco aumentado de câncer de pele associado à exposição ao sol.
De acordo com a Academia Americana de Pediatria, os bebês que estão sendo amamentados podem não conseguir vitamina D suficiente a partir do leite da mãe. Por esta razão, a Academia recomenda que os bebês que estão sendo alimentados exclusivamente pelo aleitamento recebam diariamente suplementos de vitamina D a partir dos dois meses de idade até que eles comecem a tomar uma fórmula ou um leite fortificado com vitamina D por dia.

Tratamento da patologia de base

Algumas patologias que geram o raquitismo devem ser tratadas.

Prognóstico

O prognóstico é bom, com as deformidades remitindo em meses ou anos.

Obesidade infantil



A obesidade infantil é, segundo a Organização Mundial de Saúde, um dos problemas de saúde pública mais graves doséculo XXI, sobretudo nos chamados países em desenvolvimento. Em 2010, havia 42 milhões de crianças com sobrepeso em todo o mundo, das quais 35 milhões viviam em países em desenvolvimento.
A obesidade está relacionada a uma série de fatores como hábitos alimentares e atividade física, além de fatores biológicos, comportamentais e psicológicos. Não se trata de um problema meramente estético. Além de frequentemente sofrerem "bullying" por parte dos colegas, crianças obesas tendem a desenvolver vários problemas de saúde, como diabetes, doenças cardíacas e a má formação do esqueleto. O sobrepeso e a obesidade são o quinto fator principal de risco de disfunção no mundo. A cada ano, pelo menos 2,8 milhões de pessoas adultas morrem em consequência do sobrepeso ou da obesidade. 44% dos casos de diabetes, 23% dos casos de cardiopatias isquêmicas e de 7% a 41% dos casos de alguns tipos de câncer são atribuíveis ao sobrepeso e à obesidade.
A OMS entende que a obesidade se tornou uma epidemia. De acordo com a Organização, crianças obesas e com sobrepeso tendem a se tornar adultos obeso e têm maior probabilidade de adquirir mais cedo doenças não transmissíveis, como diabetes e doenças cardiovasculares. A OMS considera prioritária a prevenção da obesidade infantil.

Causas

O excesso de peso pode ser causado por dois fatores importantes: a hipertrofia (aumento de tamanho das células adiposas) ou pela hiperplasia (aumento de quantidade das células adiposas). Quando uma célula de gordura é gerada, ela deverá ficar no organismo até a morte do individuo. Portanto a única maneira de eliminar o excesso de peso é a eliminação de gordura daquela célula. Por isso é tão difícil eliminar a obesidade, depois da infância e adolescência.
Muitas pessoas no dia-a-dia têm muitos compromissos durante o dia e acabam tendo de almoçar, jantar ou fazer um lanche em fast foods - um mau hábito que pode passar dos pais para os filhos e dos filhos para os netos.
Numa creche, em Fortaleza (2005), foi realizada uma pesquisa referente à obesidade infantil e amamentação ineficaz com 90 crianças. Os resultados da avaliação foram os seguintes: 57,7% (eutróficas), 14,4% (com sobrepeso), 13,3% (obesas), 11,1% (com baixo peso) e 3,3% (desnutridas). Observou-se, na pesquisa, que 60% das crianças tiveram um padrão de amamentação ineficaz (< 6 meses e não mamou); 60% delas viviam em famílias com uma renda mensal de menos de um salário mínimo.
De acordo com o estudo, pôde se criar uma relação da obesidade infantil com a amamentação ineficaz. Apesar da incapacidade da pesquisa de controlar outros fatores que poderiam estar relacionados (peso da criança ao nascer, ingestão calórica, nível de atividade física) os resultados foram cruciais para sugerir que uma amamentação ineficaz, atrelada a uma condição socioeconômica deficiente, pode favorecer o surgimento de um cenário propício para a obesidade infantil.
A importância do leite materno para o desenvolvimento da criança e para o impedimento do surgimento de outras doenças é um assunto defendido e difundido no mundo inteiro (por exemplo, nos EUA foi descoberta uma proteína no leite da mãe, a adiponectina, essa que é capaz de controlar como o corpo processa açucares e gorduras do leite.). Mas devemos ressaltar que os mecanismos que poderiam levar a falta de leite materno à obesidade não são completamente claros. Provavelmente estariam ligados ao “imprinting metabólico”, promovendo uma diminuição na suscetibilidade de um bebê, que poderia se tornar obeso na infância e na fase adulta. Também se sabe que o leite materno é composto por fatores como os hormônios insulina, T3 e T4 e a leptina, que agem no centro da alimentação e saciedade, localizado no hipotálamo, regulando o balanço energético do metabolismo infantil.
Pesquisas realizadas pela Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, mostram que o vício por fast food tem início na gravidez. Segundo os estudiosos, a dieta da mãe durante a gestação sensibiliza o olfato do feto a determinados aromas e sabores, chegando até a alterar o desenvolvimento de seu cérebro. Logo, mesmo após alguns anos, a criança apresenta maior inclinação a comer esse tipo de alimento.
Em resumo podemos afirmar que somos facilmente atraídos por tais coisas por causa de motivos básicos, que poderiam ser contornados, e assim, apesar de pensarmos que estamos ganhando muito com isso, na verdade estamos perdendo muita coisa, como nossa saúde.

O que se pode fazer para evitar a obesidade

·         Se o seu filho toma mamadeira, não o force a mamar mais do que ele quer;
·         Introduza alimentos sólidos na alimentação do seu filho somente depois dos 4 meses de idade;
·         Não force seu filho a comer mais do que ele quer;
·         Não ofereça alimentos como prêmio por bom comportamento;
·         Prefira sucos a refrigerantes;
·         Prepare lanches saudáveis ao invés de doces e biscoitos;
·         Incentive seu filho a praticar mais esportes.

Obesidade



Obesidade, nediez ou pimelose (tecnicamente, do grego pimelē = gordura e ose processo mórbido) é uma doença crônica multifatorial, na qual a reserva natural de gordura aumenta até o ponto em que passa a estar associada a certos problemas de saúde ou ao aumento da taxa de mortalidade. É resultado do balanço energético positivo, ou seja, a ingestão alimentar é superior ao gasto energético.
Apesar de se tratar de uma condição clínica individual, é vista, cada vez mais, como um sério e crescente problema de saúde pública: o excesso de peso predispõe o organismo a uma série de doenças, em particular doença cardiovascular, diabetes mellitus tipo 2, apneia do sono e osteoartrite.
Segundo o IBGE, em pesquisa feita em 2008 e 2009, no Brasil a obesidade atinge 12,4% dos homens e 16,9% das mulheres com mais de 20 anos, 4,0% dos homens e 5,9% das mulheres entre 10 e 19 anos e 16,6% dos meninos e 11,8% das meninas entre 5 a 9 anos.1 A obesidade aumentou entre 1989 e 1997 de 11% para 15% e se manteve razoavelmente estável desde então sendo maior no sudeste do país e menor no nordeste.

Tratamento

O principal tratamento para a obesidade é a redução da gordura corporal por meio de adequação da dieta e aumento do exercício físico. Programas de dieta e exercício produzem perda media de aproximadamente 8% da massa total (excluindo os que não concluem os programas). Nem todos ficam satisfeitos com esses resultados, mas até a perda de 5% da massa pode contribuir significativamente para a saúde. Mais difícil do que perder peso, é manter o peso reduzido. Entre 85% e 95 %, daqueles que perdem 10% ou mais de sua massa corporal, recuperam todo o peso perdido em dois a cinco anos. O corpo tem sistemas que mantêm sua homeostase em certos pontos fixos, incluindo peso. Existem seis recomendações para o tratamento clínico da obesidade:
1.    Pessoas com IMC acima de 30 devem ser iniciadas num programa de dieta de redução calórica, exercício e outras intervenções comportamentais e estabelecer objetivos realístas de perda de peso.
2.   Se os objetivos não forem alcançados, terapia farmacêutica pode ser oferecida. O paciente deve ser informado da possibilidade de efeitos colaterais e da inexistência de dados sobre a segurança e eficácia de tais medicamentos no longo prazo.
3.   Terapia farmacêutica pode incluir sibutramina, orlistat, fentermina, dietilpropiona, fluoxetina e bupropiona. Para casos mais severos de obesidade, medicamentos mais fortes como anfetaminas e metanfetaminas podem ser usadas seletivamente (somente após consulta prévia ao seu medico responsável).
4.   Pacientes com IMC acima de 40 que não alcançam seus objetivos de perda de peso (com ou sem medicamentos) e que desenvolvem outras condições derivadas da obesidade, podem receber indicação para realizarem cirurgia bariátrica. O paciente deve ser informado dos riscos e potenciais complicações.
5.   Nesses casos, a cirurgia deve ser realizada em centros que realizam grande número desses procedimentos já que as evidências indicam que pacientes de cirurgiões que os realizam com frequência tendem a ter menos complicações no pós-cirúrgico.

Epidemiologia

A obesidade caracteriza-se também como um problema de natureza estética e psicológica, além de ser um grande risco para a saúde. Segundo um estudo realizado pela OMS, actualmente cerca de 500 milhões de adultos.
Nauru, ilha no Pacífico apresenta os maiores problemas de obesidade, pois 80% de sua população sofre de obesidade, sendo que o país onde há mais subnutrição é a Somália, onde 75,02% da população passa fome. Países como Barbados, EUA, Brasil também sofrem de sérios problemas com uma população acima do peso.
Nos últimos vinte anos, a América Latina tem atravessado transição epidemiológica, demográfica e nutricional, refletindo em mudanças relacionadas à nutrição. Nessa população, tais alterações estão bem caracterizadas pelos levantamentos que demonstram a passagem da maior ocorrência de desnutrição para a maior ocorrência de obesidade. Dá-se a esse fenômeno a denominação de Transição Nutricional 5.