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segunda-feira, 15 de julho de 2013

Síndrome de Lesch-Nyhan

A síndrome de Lesch-Nyhan é uma doença hereditária, que afeta principalmente os homens, causando retardo mental, comportamento agressivo, automutilação como morder dedos e lábios e aumento da produção de ácido úrico, que resulta em complicações como pedras nos rins e artrite gotosa.
No momento do nascimento as crianças com a síndrome de lesch-nyhan são aparentemente normais, mas nos primeiros meses de vida podem apresentar episódios de vômitos e eliminar cristais de cor laranja na urina.
E embora esta doença não tenha cura, os sintomas podem ser amenizados através da administração de medicamentos que diminuem a concentração de ácido úrico no sangue prevenindo complicações renais. O uso de talas nos cotovelos e cadeiras de rodas podem diminuir a gravidade das mutilações, nos casos mais graves é indicada a extração dentária.
Diagnóstico
Técnicas de genética molecular podem ser úteis para diagnosticar tanto os indivíduos doentes, como aqueles que possuem o gene afetado, mas não desenvolveram a doença, e nesses casos um aconselhamento genético pode prevenir a concepção de crianças com esta doença.

O diagnóstico desta doença é simples, sendo suficiente a observação dos sintomas e exame de sangue que indicam a quantidade de ácido úrico no sangue, mas os sintomas só se tornam mais evidentes a partir do primeiro ano de idade.

Síndrome de Warkany

A síndrome de Warkany, também denominada trissomia 8, é definida como uma desordem de origem genética, com fenótipo altamente variável, que foi descrita pela primeira pelo pediatra e geneticista austríaco Joseph Warkany. Estima-se que esta condição acometa cerca de 1: 50.000 recém-nascidos.
Esta síndrome pode ser total ou parcial. No primeiro caso, é incompatível com a vida, ocasionando o aborto espontâneo do feto. Os indivíduos que sobrevivem à trissomia 8 apresentam a mesma na forma de mosaicismo e variam amplamente no seu fenótipo, podendo apresentar retardo mental, atraso no crescimento, dimorfismo craniofacial, estrabismo, anomalias cardíacas, alterações esqueléticas, contrações espasmódicas, sulco nas plantas dos pés e nas palmas das mãos, alterações uretral-renal, dentre outras.
Diagnóstico e Tratamento
O diagnóstico pode ser feito antes do nascimento (por meio de estudos citogenéticos) ou em seguida ao nascimento da criança, feito com base no cariótipo. É de extrema importância para um adequado aconselhamento genético.

O tratamento é multidisciplinar e fica na dependência das manifestações clínicas apresentadas por cada paciente.

Trissomia

A Trissomia consiste na presença de três cromossomas de um tipo específico (o normal são dois cromossomas). Portanto, na presença de três cromossomas o indivíduo apresenta Trissomia, se por exemplo ela ocorrer no par de cromossomas 21 ela é designada de Trissomia 21. A maioria resulta de num número variável de deficiências à nascença sendo frequente a ocorrência de mortes precoces. Uma Trissomia diz-se que é parcial quando uma parte de um cromossoma extra é acoplado a um dos outros cromossomas. Uma Trissomia em mosaico é uma condição em que nem todas as células contêm a informação genética do cromossoma extra. Tratamento
Em relação ao tratamento da deficiência, a nível genético, ainda pouco pode ser feito, mas através de uma educação adequada podem conseguir-se excelentes resultados. Com as novas drogas existentes no mercado e com outras ainda em fase de teste têm-se conseguido bons resultados como o minimizar do atraso cognitivo transversal a grande parte destes pacientes. Tem-se também conseguido aperfeiçoar a memória, principalmente a de curto prazo, diminuindo-se a aceleração da demência e a perda de funções cognitivas.

A homeopatia tem apresentado efeitos positivos comprovados em indivíduos com Trissomia 21, controlando problemas de comportamento, desequilíbrios hormonais, problemas respiratórios, problemas gastrointestinais, problemas de pele e problemas de ouvidos. Com esta terapia têm-se evitado o uso de variadíssimos fármacos que ajudam no controlo dos principais sintomas, contudo estes têm efeitos secundários muitas vezes nefastos diminuindo as resistências dos seus portadores.

Quanto mais cedo começar a intervenção mais precocemente se consegue um desenvolvimento e uma autonomização destes indivíduos. É importante capacitar a família para que seja ela a promover o desenvolvimento da criança e aprenda a perceber as suas necessidades. Um ambiente calmo, acolhedor e estimulante favorece positivamente o desenvolvimento da criança.
Prevenção

Nos casos em que a probabilidade da mutação que causa a doença é maior, consegue-se através de rastreios de risco e do encaminhamento para consultas de aconselhamento genético efectuar alguma prevenção da mesma. Existe ainda a possibilidade da interrupção médica da gravidez, situação polémica em alguns casos. Contudo a decisão é sempre dos pais.

Trissomia

A Trissomia consiste na presença de três cromossomas de um tipo específico (o normal são dois cromossomas). Portanto, na presença de três cromossomas o indivíduo apresenta Trissomia, se por exemplo ela ocorrer no par de cromossomas 21 ela é designada de Trissomia 21. A maioria resulta de num número variável de deficiências à nascença sendo frequente a ocorrência de mortes precoces. Uma Trissomia diz-se que é parcial quando uma parte de um cromossoma extra é acoplado a um dos outros cromossomas. Uma Trissomia em mosaico é uma condição em que nem todas as células contêm a informação genética do cromossoma extra. Tratamento
Em relação ao tratamento da deficiência, a nível genético, ainda pouco pode ser feito, mas através de uma educação adequada podem conseguir-se excelentes resultados. Com as novas drogas existentes no mercado e com outras ainda em fase de teste têm-se conseguido bons resultados como o minimizar do atraso cognitivo transversal a grande parte destes pacientes. Tem-se também conseguido aperfeiçoar a memória, principalmente a de curto prazo, diminuindo-se a aceleração da demência e a perda de funções cognitivas.

A homeopatia tem apresentado efeitos positivos comprovados em indivíduos com Trissomia 21, controlando problemas de comportamento, desequilíbrios hormonais, problemas respiratórios, problemas gastrointestinais, problemas de pele e problemas de ouvidos. Com esta terapia têm-se evitado o uso de variadíssimos fármacos que ajudam no controlo dos principais sintomas, contudo estes têm efeitos secundários muitas vezes nefastos diminuindo as resistências dos seus portadores.

Quanto mais cedo começar a intervenção mais precocemente se consegue um desenvolvimento e uma autonomização destes indivíduos. É importante capacitar a família para que seja ela a promover o desenvolvimento da criança e aprenda a perceber as suas necessidades. Um ambiente calmo, acolhedor e estimulante favorece positivamente o desenvolvimento da criança.
Prevenção

Nos casos em que a probabilidade da mutação que causa a doença é maior, consegue-se através de rastreios de risco e do encaminhamento para consultas de aconselhamento genético efectuar alguma prevenção da mesma. Existe ainda a possibilidade da interrupção médica da gravidez, situação polémica em alguns casos. Contudo a decisão é sempre dos pais.

Trissomia 9

Trissomia 9 é uma anomalia cromossômica caracterizada no cromossomo 9, pode ou não apresentar mosaicismo. Os sintomas variam, mas geralmente ocorrem deformações no crânio e no sistema nervoso, e ocorre retardo mental. Problemas cardíacos, nos rins e no sistema osteomuscular podem ocorrer.

Trissomia 9 é uma anomalia cromossômica caracterizada no cromossomo 9, a trissomia do 9 é considerada uma anormalidade cromossômica rara, com pouco mais de 50 casos relatados na literatura desde a sua primeira descrição em 1973. Na trissomia 9 pode ou não apresentar mosaicismo (Que é um distúrbio que ocorre como uma variação no número de cromossomos nas células do corpo, ou seja chama-se de mosaico a um indivíduo com dois materiais genéticos distintos, porém proveniente do mesmo zigoto). Os sintomas variam, mas geralmente ocorrem deformações no crânio e no sistema nervoso, e ocorre retardo mental. Problemas cardíacos, nos rins e no sistema osteomuscular (Que é o sistema locomotor do corpo formado por ossos e músculos).

Esta variação cromossomica e muito rara. Poucos casos foram registrados na literatura da medicina.

Tetra-amelia

Tetra-amelia é uma síndrome humana de rara ocorrência caracterizada por uma falha na formação embrionária, que acarreta a ausência dos quatro membros. Malformações em outras partes do corpo, como cabeça, coração, esqueleto, genitália e pulmões podem ocorrer concomitantemente, fazendo com que a maioria dos portadores não sobreviva após o nascimento. O termo vem do grego "tetra", quatro, e "amelia", ou falha no desenvolvimento do membro.
Um exemplo dessa anomalia, está no palestrante motivacional Nick Vujicic, Australiano.
Causas
Em alguns portadores da síndrome, foi identificada uma mutação no gene WNT3. Em outros casos, a causa não foi identificada, sendo apontada como possivelmente relacionada a mutações desconhecidas no gene WNT3 ou em outros genes ligados ao desenvolvimento embrionário dos membros.

Na maior parte dos casos, a tetra-amelia aparenta seguir o padrão de uma herança autossômica recessiva, ou seja, ambos os pais de um indivíduo portador carregam o gene mutante, sem contudo apresentarem sintomas da doença.

Telangiectasia hemorrágica hereditária

Definição Telangiectasia hemorrágica é uma doença hereditária que resulta na formação de vasos sanguíneos anormais conhecidas como malformações arteriovenosas, em diferentes áreas do corpo, incluindo as membranas mucosas, pele e em órgãos como o fígado, pulmão e cérebro. Ao crescer sobre a pele, estes vasos sanguíneos podem ser referidas como as telangiectasias.
A doença é também conhecida como doença de Osler-Weber-Rendu e Osler-Weber-Rendu Disease
Tratamento
O tratamento incide principalmente sobre o tratamento dos sintomas da doença, em vez de a si mesma, uma vez que não é possível a cura da síndrome. Os casos brandos de HHT em geral, não necessita de qualquer tratamento. Mas nos casos moderados e graves, o tratamento oportuno é necessária para evitar vários problemas de saúde sérios, como um acidente vascular cerebral resultante de MAV no pulmão.
Existem várias opções de tratamento para a gestão de sintomas diferentes:
Hemorragia aguda pode ser tratada com transfusões de sangue e outras tentativas de conter o fluxo de sangue.
Laser coagulação terapia pode também ser usado para o tratamento de hemorragias nasais.
Outro tratamento utilizado para epistaxe grave é dermoplasty septal ou transplante de pele do septo nasal.
As lesões de pele resultante da síndrome pode ser curada com cirurgia a laser corante ou cauterização. Este procedimento é geralmente levada a cabo por um dermatologista.
Terapia de substituição de ferro é útil para o tratamento da anemia que resulta da hemorragia gastrointestinal. Um médico pode considerar tratamentos endoscópicos e transfusão de sangue em caso de substituição de ferro não aliviar os sintomas.
MAV cerebrais e algumas outras partes do corpo pode ser tratada com embolização endovascular.
Terapia com estrogênio pode conseguir reduzir os episódios de hemorragia em alguns pacientes.
Radiocirurgia estereotáxica intracraniana ou de transplante de fígado pode ser necessária em casos graves da doença.
Às vezes, a cirurgia é necessária para parar o sangramento em determinadas áreas.
Prevenção

Casais que têm uma história familiar de HHT deve considerar o aconselhamento genético antes de ter um filho, já que ajuda a avaliar as chances de o bebê nascer com a doença. Não é possível evitar que ele, quando causadas por mutações genéticas novas devido à etiologia desconhecida. O acidente vascular cerebral e insuficiência cardíaca causadas pelas malformações arteriovenosas pode ser prevenida por tratamento médico apropriado.

Síndrome do XYY

Durante a fecundação, o indivíduo recebe dois cromossomos sexuais Y por causa de uma aneuploidia do espermatozoide. Isso faz com que o portador tenha características comportamentais que os diferem, embora não apresentem má-formação.

A doença tem incidência maior nos presídios e hospícios, pois foi comprovado que os homens com a síndrome se mostram mais agressivos.
Características da Síndrome do XYY
 -São muito altos e apresentam um crescimento acelerado durante a infância e adolescência;
-Possuem um comportamento associado à hiperatividade e são muito distraídos; também costumam ser muito agressivos;
- Excesso de testosterona no organismo;
-Têm dificuldades de se relacionar emocionalmente e para desenvolver a fala;
- Não têm problemas com má-formação e, por isso, muitas vezes, a doença não é diagnosticada.


Tratamentos para Síndrome do XYY

O tratamento aconselhado é feito com psicólogos, que acompanham o desenvolvimento da criança para frear os impulsos de agressividade e ajudá-lo a interagir emocionalmente com as pessoas mais próximas, além de ter que usar medicamentos nos casos em que se apresentam hiperativos e com déficit de atenção.

Síndrome de Wiskott-Aldrich

Síndrome de Wiskott-Aldrich é uma doença genética, que compromete apenas o sistema imunológico dos meninos. Esta síndrome provoca a queda de plaquetas, causando hemorragias, diarreia com sangue, sangramentos nasais e gengivais, infecções sucessivas, como otite, pneumonia e manchas escuras na pele, conhecidas como eczemas.
As infecções relacionadas à síndrome de Wiskott-Aldrich acontecem devido a hipersensibilidade das crianças a fungos, vírus e bactérias.
A expectativa de vida para os portadores desta síndrome é baixa, os que sobrevivem após os dez anos costumam desenvolver tumores como o linfoma e leucemia.
Diagnóstico

O diagnóstico é feito através de um exame de DNA, que indica a presença da alteração genética ligada ao cromossomo X. O tratamento mais indicado para a Síndrome de Wiskott-Aldrich é o transplante de medula óssea. Outras formas de tratamento são a retirada do baço, já que este órgão destrói a pequena quantidade de plaquetas que os portadores desta síndrome possuem, a aplicação de hemoglobina e o uso de antibióticos.

Síndrome de Werner

Desordem Genética
Síndrome De Werner Causas
Genética
Síndrome De Werner Sintomas e Sinais
Cinzento - Cabelo
Retraido - Cabelo
Rouquidão
Espessamento - Pele
Problemas De Visão
Anormalidades - Nariz
Crescimento Lento
Envelhecimento Precoce (Grave)
Magreza - Membros
Diabetes
Encontrado em
Homens
Adolescentes
Mulheres
Crianças
Hereditário
Sim
Contagioso
Não
Vacina disponível?
Não
Tratamento
Suplementação
Prevenção
Desconhecido
Aconselhamento Genético
Prognóstico
Vida Útil Encurtada
Especialista
Geriatra

Médico Geneticista

sábado, 13 de julho de 2013

Síndrome de Noonan

A síndrome de Noonan trata-se de uma patologia de origem genética, autossômica dominante, que ocasiona um desenvolvimento anormal de várias partes do corpo.
Esta síndrome é considerada um tipo de nanismo, que acomete 1 em cada 2.500 indivíduos nascidos vivos, afetando ambos os sexos igualmente.
Foi no ano de 1963 que esta síndrome foi reconhecida como uma entidade única, quando Noonan e Ehmke descreveram diversos pacientes que apresentavam face incomum e malformações múltiplas, abrangendo doença cardíaca congênita. Previamente, acreditava-se que esses pacientes pudessem ser portadores da síndrome de Turner, uma vez que esta última compartilha diversas características clínicas com a síndrome de Noonan.
As manifestações clínicas da síndrome de Noonan incluem, além da baixa estatura:
·                     Características faciais incomuns: maxila estreita, mandíbula pequena, olhos bem separados e amendoados e orelhas com formato anormal;
·                     Pescoço alado;
·                     Deformidade torácica;
·                     Cardiopatia congênita (50% dos casos);
·                     Retardo mental (25% dos casos);
·                     Diátese hemorrágica (observada em metade dos casos);
·                     Órgãos genitais pouco desenvolvidos.

Diagnóstico e Tratamento

O diagnóstico ainda é feito com base nas características clínicas. Deve ser feito também o diagnóstico diferencial com outras patologias de origem genética, tais como a síndrome de Turner, síndrome de Costello, síndrome cardiofaciocutânea e a síndrome de Leopold.
Não existe cura para esta síndrome. O tratamento é feito com base na sintomatologia apresentada pelo paciente.

Habitualmente os portadores desta síndrome apresentam uma expectativa de vida dentro da normalidade, bem como inteligência dentro dos parâmetros normais.

Miopatia Nemalínica

 miopatia nemalínica (MN), denominada também miopatia do bastão ou miopatia nemalínica do bastão, refere-se a um grupo de desordens neuromusculares de etiologia genética, que se caracteriza por leva à fraqueza muscular.
A fraqueza muscular presente nesta desordem é resultante do acúmulo de corpúsculos bastonetiformes (bastões lineares) nas fibras musculares, especialmente na periferia dessas últimas.
Até o momento, foram identificadas cinco mutações em genes diferentes, que levam à presença de bastões lineares nas fibras musculares. Os genes são: ACTA1, NEM2, TPM3, TPM2 eTNNT1.
Esta doença foi identificada pela primeira vez no ano de 1958, pelo médico australiano Douglas Reye. Contudo, o estudo realizado por esse médico nunca foi publicado, pois outro colega seu de profissão acreditava que os bastões lineares encontrados nas fibras musculares tratavam-se, na realidade, de falhas da biópsia. Somente após quarenta anos foi que ficou confirmado o diagnóstico de miopatia nemalínica no paciente estudado pelo Dr. Reye.
Clinicamente, esta doença pode ser classificada em branda (leve), moderada, severa (grave) ou tardia. Contudo, essa distinção geralmente é imprecisa e difícil.
A principal manifestação clínica desta patologia é a fraqueza dos músculos proximais, especialmente dos músculos respiratórios. Indivíduos que apresentam o quadro severo de MN são afetados por esse sintoma desde o nascimento, enquanto que nos casos brandos ou moderados, a princípio, os portadores aparentam ser saudáveis. Bebês com esta condição apresentam hipotonia, enquanto que os adultos possuem um corpo delgado bem característico.
Embora as crianças com esta condição possam andar, começam a andar tardiamente quando comparadas às demais crianças. Portadores da forma severa de MN tipicamente apresentam limitações de movimentos e necessitam de cadeira de rodas em tempo integral. Em decorrência da fraqueza muscular, estes pacientes são mais propensos a desenvolverem escoliose. Além disso, é comum que estes indivíduos apresentem osteoporose.
Os problemas respiratórios são uma das maiores preocupações em pacientes com MN. Bebês com a forma severa da doença apresentam dificuldade para respirar durante ou logo após o nascimento. Contudo, pacientes com a forma branda e moderada da MN não apresentam comprometimento respiratório tão aparente.
Problemas de deglutição também são comuns, uma vez que a fraqueza dos músculos do pescoço geralmente faz parte da MN. Indivíduos que apresentam a forma severa da doença são incapazes de deglutir os alimentos. Já quem apresenta as formas branda e moderada comumente recebem a maior parte ou todas as refeições por via oral.
Diagnóstico e Tratamento
O diagnóstico costuma ser alcançado através de uma biópsia muscular, com posterior análise histológica do material, na qual é observado um padrão distinto de estruturas, os corpúsculos bastonetiformes. Contudo, estas estruturas também podem ser encontradas em outras condições relacionadas, sendo importante, portanto, fazer a correlação da biópsia com o histórico, quadro clínico apresentado pelo paciente e/ou testes moleculares para a MN.
Embora não haja cura para esta doença até o momento nem forma de interromper sua progressão, o tratamento sintomático é importante para prolongar a vida do portador da MN e envolve:
Ventilação noturna;
Tubo alimentar;
Fisioterapia;
Fonoaudiologia;
Atividade física;

Uso de antibióticos, uma vez que infecções pulmonares são frequentes em pacientes com MN.

Síndrome de Waardenburg

A síndrome de Waardenburg consiste em um grupo de doenças genéticas que podem levar à perda auditiva e alterações na pigmentação dos cabelos, olhos e pele.
Esta patologia foi descrita primeiramente pelo oftalmologista holandês Petrus Johannes Waardenburg, no ano de 1951, como sendo uma condição autossômica dominante de penetrância e expressividade variáveis de seus caracteres.
A incidência desta síndrome varia entre 1:30000 e 1:42000, sendo responsável por aproximadamente 3% dos casos de deficiência auditiva em crianças.
Existem quatro tipos distintos da síndrome de Waardenburg, que são:
·                     Tipo I: relacionado com a mutação no gene PAX3. Neste tipo os pacientes apresentam epicanto (prega cutânea que se prolonga da base do nariz até o final da região medial da sobrancelha, chamado de distopia canthorum), distanciamento maior do que o normal entre os cantos mediais interno dos olhos, isocromia de íris com coloração azul brilhante ou heterocromia da íris (diferença de cor entre ambas as íris), mechas brancas no cabelo, confluência das sobrancelhas e alteração da pigmentação da pele.
·                     Tipo II: ligado a mutações no gene MITF. Este tipo é bem semelhante ao tipo I, com exceção de que neste tipo há a ausência da distopia canthorum.
·                     Tipo III: este tipo também é conhecido como síndrome de Klein-Waardenburg e trata-se de uma forma rara da síndrome que, além de apresentar as manifestações oculoauditivas e de pigmentação encontradas no tipo I, apresenta também microcefalia, malformações de membros superiores e deficiência mental. A mutação deste tipo localize-se no braço longo do cromossomo 2.
·                     Tipo IV: este tipo também é conhecido como síndrome de Waardenburg-Shah e é semelhante ao tipo II apresentando a doença de Hirschsprung, de herança autossômica recessiva, podendo receber o nome de megacólon congênito. A afecção costuma surgir logo após o nascimento, sendo mais comum em indivíduos do sexo masculino, ocasionando intensa constipação, distensão abdominal e, em certos casos, vômito e, quando severo, atraso no crescimento. Este tipo está relacionado com mutações no gene EDNRB.

Diagnóstico e Tratamento

O diagnóstico é feito com base no quadro clínico apresentado pelo paciente. Alguns exames podem auxiliar no fechamento do diagnóstico, como a audiometria, biópsia de cólon e testes genéticos.


Até o momento não existe tratamento e nem cura para a síndrome de Waardenburg. O sintoma típico, que é a surdez, é tratada como qualquer outra surdez irreversível. Outros problemas, como alterações neurológicas, estruturais e a doença de Hirschsprung, são tratados sintomaticamente.

Síndrome de Stickler

O síndrome de Stickler é uma vitreoretinopatia hereditária caracterizada pela associação de sinais oculares com formas mais ou menos completas da sequência de Pierre-Robin (ver este termo), de doença óssea, e surdez neurossensorial (10% dos casos).

A incidência à nascença foi estimada em cerca de 1/7,500.

As doenças oculares podem incluir cataratas juvenis, miopia, estrabismo, degeneração vitreoretinal ou corioretinal, descolamento da retina, e uveíte crónica. As anomalias esqueléticas incluem platispondilia ligeira e epífises grandes, frequentemente com anomalias. A laxidez articular juvenil é seguida por sinais precoces de artrose.

O síndrome é geralmente transmitido de forma autossómica dominante e geneticamente heterogéneo. O síndrome de Stickler tipo 1 é causado por mutações no gene COL2A1 (12q13.11-q13.2), o síndrome de Stickler tipo 2 é causado por mutações no gene COL11A1 (1p21) e o síndrome de Stickler tipo 3 (sem sinais oculares; ver este termo) é causado por mutações no gene COL11A2(6p21.3). Foi também descrita, numa família marroquina, uma forma autossómica recessiva do síndrome de Stickler associado a mutações no geneCOL9A1 (6q12-q14).

Diagnóstico

O diagnóstico é feito com base no quadro clínico e pode ser confirmado pelo estudo molecular.

O diagnóstico pré-natal é possível para famílias em que a mutação causal da doença foi identificada.

A gestão deve ser multidisciplinar e como a expressão clínica é muito variável, o tratamento precisa de ser adaptado a cada caso.

O prognóstico depende da gravidade dos sinais presentes.

Síndrome de Sanfilippo

A síndrome de Sanfilippo trata-se de uma desordem metabólica, de caráter genético, autossômica recessiva, caracterizada pela ausência dos mucopolissacarídeos III, que são responsáveis pela quebra das longas cadeias de glicosaminoglicanos (GAGs).
Faz parte de um grupo de doenças chamadas da mucopolissacaridoses (MPS). Especificamente, é chamada de MPS III (III-A, III-B, III-C e III-D). Recebe o nome de síndrome de Sanfilippo em homenagem ao médico que relatou pela primeira vez alguns casos da doença no ano de 1963, o Dr. Sylvester Sanfilippo.
Esta moléstia ocorre quando há a ausência ou defeito das enzimas necessárias na quebra e reciclagem de um dos GAGs encontrados no organismo, o heparan sulfato. Quando não ocorre a quebra total deste GAG, há um acúmulo do mesmo no interior das células do corpo, ocasionando dano progressivo. Tipicamente, as manifestações clínicas surgem entre os 2 aos 6 anos de idade.
Existem quatro tipos distintos desta síndrome:
·                     Tipo A (MPS III-A): forma mais grave. Neste caso, os portadores desta síndrome apresentam uma forma alterada ou não apresentam a chamada heparan-N-sulfatase.
·                     Tipo B (MPS III-B): ocorre quando a enzima deficiente é a denominada alfa-N-acetilglucosaminidase.
·                     Tipo C (MPS III-C): neste caso, a enzima deficiente é a chamada de acetil-CoA-alfa-glucosamina acetiltransferase.
·                     Tipo D (MPS III-D): a enzima que se encontra deficiente é a N-acetilglicosamina 6-sulfatase.
Deste modo, cada indivíduo com MPS III apresenta um tipo específico da mesma: A, B, C ou D, sendo que a determinação do tipo deve ser feita por meio de testes bioquímicos.
Pesquisas realizadas na Holanda evidenciam que a incidência desta doença gira em torno de 1 a cada 70.000 nascidos vivos, sendo o tipo A o mais comum no noroeste europeu, o tipo B, no sudeste da Europa, e os tipos C e D raros em todos os lugares. Já no Brasil, aparentemente há um subdiagnóstico das MPS III em relação às outras MPS, uma vez que na primeira o envolvimento é predominantemente neurológico, enquanto que no restante, é predominantemente físico.
Uma vez que todos os quatro tipos de MPS III acumulam o mesmo GAG, o heparan sulfato, quase não há diferença clínica entre eles. De forma semelhante a outras MPS, também há a presença de alterações físicas, porém mais brandas. Esta síndrome ocasiona características faciais levemente alteradas, retardo no desenvolvimento metal que evolui para retardo mental severo, alterações de marcha e de fala, enrijecimento articular e alterações comportamentais.
Outras manifestações clínicas que podem ser observadas na síndrome de Sanfilippo são: frequente infecção das vias aéreas, coriza crônica, dentes cariados, apnéia do sono, macroglossia, mãos e pés frios, hepatoesplenomegalia, linfadenomegalia, alterações do trânsito intestinal, convulsões, hidrocefalia e hipoacusia.

Diagnóstico e Tratamento

O diagnóstico pode ser feito através do quadro e histórico clínico apresentados pela criança, sendo confirmado por meio de ensaios dos níveis de enzimas em amostras de tecido e seqüenciamento genético. Também existe a possibilidade de realizar diagnóstico pré-natal, quando já se tem um filho com a MPS III. Para tal é necessário saber qual o tipo de MPS III do filho afetado, pois, para cada tipo de MPS III, há um teste diagnóstico distinto, e todos os irmãos portadores da MPS III apresentarão o mesmo tipo da doença.

O tratamento, em grande parte, é suporte, uma vez que os distúrbios de comportamento causado pela síndrome não respondem bem aos fármacos. Quando o diagnóstico é precoce, o transplante de medula óssea pode apresentar resultados positivos. Apesar de ser possível sintetizar a enzima deficiente em laboratório e administrá-la por via endovenosa, esta não consegue transpor a barreira hemato-encefálica e, deste modo, não há como tratar as manifestações neurológicas da síndrome. Contudo, muitos estudos estão sendo desenvolvidos na busca de uma solução eficaz para a síndrome de Sanfilippo.

Síndrome de Papillon-Lefèvre

A síndrome de Papillon-Lefèvre, também conhecida como ceratose palmoplantar com periodontopatia, trata-se de uma patologia genética autossômica, ocasionada pela deficiência de catepsina C.
Foi descrita pela primeira vez pelos médicos franceses Papillon e Lefèvre, no ano de 1924. Estima-se que esta moléstia afete de 1 a 4 indivíduos em cada 1 milhão no mundo todo, sem preferência por sexo ou etnia, havendo consanguinidade em aproximadamente um terço dos casos descritos.
Esta desordem genética é causada por uma mutação no gene responsável por codificar a catepsina C, uma protease lisossomal também conhecida como dipetidil-peptidase 1, sendo que o gene se expressa na região epitelial tipicamente acometida nesta síndrome. A catepsina C também é observada no sistema imunitário, englobando leucócitos polimorfonucleares, macrófagos e seus precursores, que nesta patologia encontram-se alterados.
As manifestações clínicas presentes nesta síndrome englobam ceratodermia palmoplantar difusa e periodontopatia juvenil com perda prematura dos dentes decíduos.
As alterações cutâneas comumente iniciam-se dentro dos primeiros quatro anos de idade, caracterizando-se por hiperceratose palmoplantar, pele seca, descamada, fissuras cutâneas profundas e dolorosas, unhas frágeis, cabelos finos e esparsos, hipohidrose generalizada.
Com relação às alterações na cavidade oral, pode haver halitose, destruição do osso alveolar, calcificação da cortical óssea, mobilidade e migração patológica dental, gengivas avermelhadas, além de perda prematura dos dentes decíduos.
Outros sintomas que podem estar presentes são: microftalmia, calcificação intracraniana, osteoporose, aracnodactilia, disfunção hepática e renal e atraso mental.
No Brasil não existem testes genéticos disponíveis para esta síndrome. Portanto, o diagnóstico é essencialmente clínico.

Tratamento

O tratamento se baseia na implementação de procedimentos periodontais preventivos e terapêuticos, composto por rigorosa higiene oral, em associação com uma adequada orientação odontológica, tratamento periodontal, além do tratamento das lesões cutâneas, que é feito com o uso de ceratolíticos e emolientes. Outro fator importante é a alimentação, devendo ser adotada uma dieta apropriada, bem como eliminação de todo e qualquer fator sistêmico intercorrente.

Síndrome de Olho de Gato

Síndroma do olho do gato é uma desordem genética em que há uma malformação do cromossoma 22. Nosso corpo é composto de bilhões de pequenas células, e cada célula tem uma estrutura organizada de proteínas e DNA. Estas estruturas encontradas nas células são chamados cromossomas. Cromossoma 22 é o cromossoma segundo menor encontrados em seres humanos. Geralmente, as pessoas têm 2 cópias de cromossomos 22. No entanto, na síndrome de olho de gato, existem 3 a 4 cópias do cromossoma 22. Síndroma do olho do gato é causada devido à presença destes cromossomas extra. 

Síndroma do olho do gato é uma anormalidade cromossómica, o que resulta na desordem estar presente no nascimento. Na maioria dos casos, ele pode ser facilmente detectada mesmo antes do nascimento. O bebê nasce com anomalias comuns que incluem inteligência levemente prejudicada e outras doenças do coração e rins. Malformação pode ser distintamente notado na íris retina, ou quaisquer outros tecidos do olho. Este síndrome também altera a aparência do olho. O nome "olho de gato" é dado como a malformação da íris torna semelhante aos alunos de um gato. Nesta condição, um tecido relacionado com o olho pode ser parcialmente ausente. Em alguns casos, a anormalidade pode estar presente em ambos os olhos, e é conhecido como síndrome bilateral do olho de gato. 

Diagnóstico

Como a síndrome do olho do gato é uma desordem genética herdada, ocorre por nascimento. O defeito pode surgir a partir de qualquer um dos progenitores, como pode ser transmitido através de ambos os sexos. A pessoa é diagnosticada em vista dos sintomas presentes no corpo. O teste genético é usado para verificação de defeitos genéticos nos cromossomos. 

Tratamento

O tratamento é dado de acordo com os sintomas do indivíduo é diagnosticado com. Os médicos recomendam cirurgia para reparar defeitos congênitos no coração ou no ânus. Pacientes com baixa estatura são dadas terapia de hormônio de crescimento. 

Um estudo recente sugere que a síndrome do olho de gato afeta 1 em cerca de 74.000 pessoas, tornando esta uma doença muito rara. Este distúrbio cromossômico pode ocorrer em ambos, machos e fêmeas. Em muitos casos, os indivíduos nascem com essa síndrome, porque é prevalente em suas famílias.

Síndrome de Morquio

A síndrome de Morquio trata-se de uma rara deficiência imunológica de caráter genético que faz parte do grupo das oito formas clínicas de mucopolissacaridose.
Foi descrita pela primeira vez pelo pediatra uruguaio Dr. Morquio e por um radiologista inglês chamado Ulfrich, no ano de 1929, em quatro crianças da mesma família.
Esta patologia hereditária caracteriza-se por um transtorno do tecido conjuntivo, resultando em um erro congênito do metabolismo dos polissacarídeos, especialmente dos queratossulfatos, também chamados de mucopolissacarídeos do tipo IV. Afeta cerca de 1 indivíduo a cada 40.000 nascidos vivos, acometendo ambos os sexos igualmente. Ocorre mais comumente em descendentes de pais consanguíneos sadios e heterozigotos, na faixa etária entre 1 a 3 anos de idade.
Existem dois tipos distintos da síndrome de Morquio:
·                     Tipo A: o portador deste tipo da síndrome não possui a enzima denominada galactosamina-6-sulfatase.
·                     Tipo B: o indivíduo não produz a enzima beta-galactosidase em quantidade suficiente.
O organismo necessita dessas enzimas para quebrar uma longa cadeia de moléculas de açúcar. Em ambas as formas desta patologia, quantidades anormalmente altas de glicosaminoglicanos são depositadas no corpo e no cérebro, podendo causar danos aos órgãos.
As manifestações clínicas costumam surgir entre os 18 a 24 meses de idade. As principais características são:
·                     Nanismo acentuado, havendo prejuízo ao crescimento a partir dos dois anos de idade, sendo que entre 5 a 6 anos de idade o crescimento fica prejudicado ainda mais;
·                     Alterações esqueléticas, como cifose, projeção esternal, geno valgo, com marcha semelhante à de patos, além de cabeça proporcionalmente aumentada;
·                     Certas características faciais, como boca grande, espaçamento entre os dentes, nariz curto e prognatismo;
·                     Tórax deformado e pescoço curto;
·                     Achatamento das vértebras, com superfícies inferior e superior diferentes;
·                     Hiperextensão articular, especialmente dos punhos;
·                     Hipoplasia odontogênica;
·                     Opacidade da córnea;
·                     Hepatomegalia;
·                     Lesões valvulares cardíacas;
·                     Alterações auditivas.

Diagnóstico e Tratamento

O diagnóstico do conjunto de mucopolissacaridoses deve ser baseado em testes de urina e de sangue. A primeira possibilita evidenciar a dosagem de queratossulfatos, que é encontrado em níveis elevados em portadores da síndrome em questão. Outros testes úteis são: exame oftalmológico com lâmpada de fenda; radiografias da coluna cervical, dorsal, lombossacral e de extremidades; pesquisa enzimática específica nos tecidos audiometria associada à imitanciometria; testes genéticos.

Até o momento, não existe um tratamento específico para a síndrome de Morquio, sendo os sintomas tratados à medida que aparecem.

Síndrome de Miller-Dieker

A síndrome de Miller-Dieker, também denominada lisencefalia ou síndrome da deleção do cromossomo 17p13.3, trata-se de uma desordem genética, de caráter autossômico dominante, caracterizada pela ausência de circunvolunções (giros) e fissuras (sulcos) no córtex cerebral, conferindo ao cérebro um aspecto liso.
Esta desordem resulta de diminutas deleções em certas regiões do cromossomo 17, englobando o gene LIS1. Grande parte dos casos (cerca de 80%) é esporádico, decorrente de microdeleções ocorridas nos gametas, femininos ou masculinos, gerando, portanto, um indivíduo afetado. Na minoria dos casos, cerca de 20%, a condição é surge devido a um dos progenitores serem portador de uma translocação equilibrada envolvendo o cromossomo 17.
A frequência deste distúrbio é muito baixa, estimando-se que acometa 1:20.000-50.000 nascidos vivos.
Os portadores da síndrome apresentam um cérebro liso, desprovido de giros e sulcos. Ao invés de seis camadas, o córtex cerebral apresenta somente quatro dessas camadas, bem como microcefalia. As características faciais são peculiares, como afundamento das temporas, nariz arrebitado, estrias verticais na testa, além de mandíbula pequena. Também é observado atraso no crescimento e desenvolvimento mental e anormalidades diversas no cérebro, coração, rins e trato gastrointestinal.
Déficit de crescimento, dificuldade de alimentação, convulsões e redução da atividade espontânea podem estar presentes também, o que tipicamente leva á morte do portador ainda na infância.

Diagnóstico e Tratamento

O diagnóstico é feito com base nas manifestações clínicas, sendo confirmado por meio de testes citogenéticos e por FISH (Fluorescent in situ hybridization – Hibridização fluorescente in situ). Tomografia computadorizada e ressonância magnética auxiliam também na confirmação do diagnóstico.

Não existe um tratamento efetivo para esta síndrome, sendo que o mesmo visa somente abrandar os sintomas da malformação cerebral.

Síndrome de Usher

A síndrome de Usher é uma doença genética que causa surdez e cegueira. É basicamente uma retinite pigmentosa de carácter progressivo combinada com deficiências auditivas graves de natureza congénita.

É normalmente uma doença autossómica recessiva, afectando uma em cada cem mil pessoas.