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sexta-feira, 19 de julho de 2013

Ioga

O tai chi e o chi kung podem ser úteis para combater o stresse, um factor agravante em muitas alergias. Funcionam à semelhança da fisioterapia da medicina convencional. A massagem shiatsu pode ajudá-la a fortalecer os sistemas linfático e imunitário. E é benéfica no tratamento de problemas respiratórios.
Osteopatia 

Pode ser útil no alívio de sintomas de asma e sinusite e contribui para o equilíbrio geral. 

ONDE FAZER 

Instituto Macrobiótico, Lisboa. 

Tel.: 21 324 22 90. Orientação alimentar: €100 a 1.ª consulta, €75 as seguintes. 

Acupunctura: a partir de €35. 

Shiatsu: €45/sessão. 

Chi kung: €35/mês 2x por semana. 

Tai chi: €50 2x por semana.
Centro de Osteopatia e Naturopatia Jorge Indiveri, Oeiras. 

Tel.: 21 442 3563. Primeira consulta €60. Seguintes a partir de €50.
Acupunctura. Clínicas Pedro Choy, Lisboa. 

Tel.: 21 848 77 97/Porto: 22 606 35 77/Coimbra: 239 837 370. Primeira consulta €60 e €30 as seguintes.
Centro de Acupunctura, Amadora. 

Tel.: 21 495 06 99. 1.ª consulta €60, €30 as seguintes. Tratamentos de fitoterapia a partir de €10.
Associação Portuguesa de Homeopatia. Tel.: 21 417 68 29. 

www.homeopatia-aph.pt.

Lirius Centro de Terapias Naturais, Cascais. Tel.: 21 482 12 24. 

Shiatsu: €40/sessão.

Homeopatia e naturopatia Também são úteis na melhoria de sintomas alérgicos.

'Podemos receitar drenantes respiratórios e oligoelementos que ajudam a expelir toxinas, fortalecendo o terreno biológico', explica o homeopata e naturopata Luís de Jesus Silva. Mas, além disto, é sempre essencial melhorar a forma de se alimentar. Os malefícios de uma má alimentação podem aparecer anos mais tarde, muitas vezes sob a forma de doenças ou alergias de etiologia desconhecida ou auto-imunes', alerta. O presidente do Instituto de Macrobiótica de Portugal, Francisco Varatojo, também põe o enfoque na alimentação e garante já ter tratado os mais diversos tipos de alergias, de sinusites a urticárias. 'Na maioria dos casos, uma mudança de alimentação é suficiente para acabar com a doença ou, pelo menos, reduzir drasticamente os sintomas. A redução dos lacticínios e, nalguns casos, o combate ao excesso de acidez das mucosas do organismo (causado por uma alimentação incorrecta) pode ser suficiente para a cura', explica.

As respiratórias

Os ácaros domésticos são a principal causa de alergias do aparelho respiratório, sobretudo no Outono e Inverno. Os pólenes das árvores são outro alérgeno comum na Primavera.

Acupunctura

'Já é reconhecida pela Organização Mundial de Saúde e não se questiona a sua eficácia na dor e nas alergias', garante o acupunctor Pedro Choy. 'O seu índice de cura é de 30 a 40% em adultos e de mais de 60% nas crianças, seja qual for o tipo de alergia. Não interessa se é respiratória, cutânea ou alimentar, porque a Medicina Tradicional Chinesa trata a causa, não os sintomas. E na maioria das vezes estas devem-se a alterações no rim. A tendência é genética, mesmo que só se manifeste aos 40 anos, e a poluição e o stresse são factores agravantes, pois enfraquecem o sistema imunitário', explica. Conte com um tratamento a longo prazo (30 sessões ao longo de um ano e meio, geralmente em conjunto com a fitoterapia, que consiste na administração de plantas medicinais). Também se usam técnicas auxiliares, como a massagem tui na, que pressiona com as mãos os pontos energéticos da acupunctura.

Urticária

Cerca de 80% da população tem pelo menos um episódio de urticária na vida. As causas podem ser diversas: ácaros, pólen, alimentos, medicamentos, picadas de insectos, plantas ou até infecções e stresse. 'Também são cada vez mais comuns os casos de urticária física, que surgem depois de estímulos como o frio, o calor ou o exercício, e desaparecem a seguir', diz a alergologista Cristina Santa Marta. Pode ainda ser um sintoma que, como a febre, remete para a existência de outras doenças. 'As causas nem sempre se descobrem e, nesses casos, a cura é difícil.'
Sintomas: Manchas avermelhadas e pápulas que causam comichão.
Tratamento: Os anti-histamínicos aliviam o prurido e reduzem a inflamação. Os corticosteróides devem ser reservados para casos mais graves, já que quando usados por mais de um mês têm efeitos secundários. Em metade dos casos costuma desaparecer naturalmente em dois anos.
Prevenção: O controlo do stresse pode ajudar a reduzir a frequência e gravidade das crises.

Soluções alternativas


As chamadas terapias não convencionais são especialmente eficazes em doenças crónicas e podem ser uma ajuda preciosa.

Eczema de contacto

Neste caso, o eczema aparece claramente no seguimento do contacto com alérgenos e nas zonas do contacto. A maior parte são aos metais, como o níquel ou o crómio, e aos químicos das fragrâncias ou tintas. É mais frequente nos adultos.
Sintomas: As reacções a estas substâncias não são muito diferentes do eczema atópico. A inflamação surge 48 a 72 horas depois, bem como o prurido, vermelhidão na zona em questão.
Diagnóstico: A localização é o principal meio de diagnóstico. Depois, os testes de contacto permitem a confirmação.

Tratamento: Em ambos os eczemas, o tratamento passa por evitar o contacto com aquilo que provoca a alergia. Se isso não lhe for possível, por exemplo, por causa da sua profissão, podem ser administrados anti-inflamatórios corticóides e, nalguns casos, antibióticos.

Eczema atópico

Atinge 10% de portugueses e, apesar de ser muito frequente na infância, 'é cada vez mais uma doença de adultos', diz Mário Morais de Almeida. Geralmente, é provocada ou agravada por alérgenos, sobretudo ácaros, mas também pólen ou leite de vaca, ovo e frutos secos.
Sintomas: Nas crianças, manifesta-se como prurido, vermelhidão na face e pele seca nas dobras do corpo (joelhos, cotovelos), e nos adultos aparece como manchas vermelhas, que podem desaparecer ao fim de dias (agudas) ou durar anos (crónicas).
Diagnóstico: As análises ao sangue detectam anticorpos específicos das alergias e os testes cutâneos e de contacto tentam identificá-los.

Prevenção: Evite a acumulação do pó, use capas protectoras em colchões e almofadas, mantenha a pele hidratada, use roupa de algodão e evite a de fibras.

Alergias cutâneas



Quer surjam na infância ou na idade adulta, causam muito transtorno, sobretudo quando não se consegue identificar as causas.

Alergias alimentares

São cada vez mas comuns e podem levar à morte. A culpa é dos alimentos processados e dos aditivos a que o nosso corpo não teve tempo para se habituar.
Mais de um milhão de portugueses sofre de alergias alimentares: 8% são crianças e 3% adultos. Muitas vezes confunde-se com a intolerância alimentar, mas enquanto na primeira o corpo desenvolve anticorpos em reacção a determinados alimentos, na segunda, 'o que existe é uma deficiência do organismo que não tem determinadas enzimas essenciais para digerir substâncias, como lactose ou o glúten', explica Cristina Santa Marta.
Alguns dos alimentos mais susceptíveis de causar alergias são ovos, caju, amêndoas, amendoim, nozes, chocolate, castanha, quivi, sésamo e caril.
Sintomas: Os mais ligeiros podem limitar-se a erupções cutâneas, urticária (edema dos lábios e da garganta), falta de ar, náuseas e diarreia. Nos mais graves, pode haver uma reacção anafiláctica, em que a inflamação da garganta é tão grande que impede a respiração, o que pode causar desmaios e até levar à morte. Nem sempre é preciso ingerir os alimentos, nalguns casos a simples inalação é suficiente.
Diagnóstico: Os testes sanguíneos detectam a presença de anticorpos e, por vezes, os cutâneos também podem ser úteis. Se bem que um resultado positivo nem sempre signifique que existe alergia, um negativo torna improvável a sensibilidade ao mesmo. As dietas de eliminação são outra forma de tentar identificar alérgenos. Implicam que se elimine todos os possíveis causadores da alergia, sendo depois reintroduzidos um de cada vez, até se identificar o responsável.

Tratamento: Nas crises agudas, administram-se anti-histamínicos e corticóides. Existem ainda kits de adrenalina de emergência para combater choques anafilácticos. Além destes medicamentos, não há tratamentos específicos e a solução é evitar os alimentos causadores de possíveis alergias.

Rinite, sinusite e conjuntivite alérgica

A rinite é a alergia mais frequente. Afecta 2,5 milhões de portugueses, e mais de um terço tem também asma. É comum em crianças e pouco diagnosticada. 'Quando se negligenciam as queixas, deixa-se uma porta aberta para o pulmão, o que pode desencadear ou piorar a asma', alerta Morais de Almeida. Está associada à sinusite e à conjuntivite alérgica.
Sintomas: Na rinite, os mais comuns são: obstrução nasal, comichão, espirros e pingos no nariz, perturbações do sono e fadiga. Na sinusite, há uma inflamação da mucosa nasal, que condiciona a drenagem do muco. Na conjuntivite, os olhos ficam vermelhos, lacrimejantes, inchados e dão comichão. É desencadeada por ácaros, pêlos de animais e pólenes. Está associada à rinite sazonal, pelo que os sintomas se confundem.
Diagnóstico: Aplica-se à rinite e sinusite a análise dos sintomas, através do exame do interior do nariz, procurando alterações típicas, como uma mucosa pálida. Podem fazer-se testes cutâneos e análises ao sangue para verificar o nível de anticorpos específicos, e que também se realizam em caso de conjuntivite.

Tratamento: Quando a rinite e a sinusite são intermitentes, pode ser suficiente recorrer a um anti-histamínico, que alivia os sintomas. Formas persistentes tratam-se com corticóides nasais, anti--histamínicos orais ou nasais. As vacinas reduzem a reactividade dos brônquios. Nas rinites sazonais, vacine-se antes da estação do pólen. A conjuntivite trata-se com anti-histamínicos orais e colírios. Evite lentes de contacto.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Asma

Pode surgir em qualquer idade, mas é mais frequente na infância. Na maioria dos casos, aparece antes dos 5 anos. Estima-se que existam um milhão de portugueses asmáticos e a maioria (75% a 80%) sofre também de rinite.

Diagnóstico: É feito através da história clínica pessoal e familiar. Métodos complementares usados são os exames laboratoriais, testes cutâneos e provas funcionais respiratórias.
Sintomas: Crises recorrentes de falta de ar e tosse que aparecem de forma repentina, após constipações, exercício ou episódios de stresse, e com intensidade variável.
Tratamento: O objectivo é controlar a doença, o que implica que a medicação deve ser feita a nível preventivo. Usam-se broncodilatadores que melhoram o fluxo de ar nas vias respiratórias, e anti-inflamatórios, para reduzir a inflamação.

Prevenção: Evite o contacto com ácaros, mantendo a casa isenta de pó, e consulte os níveis de pólen no País em http://www.rpa.uevora.pt/.

Tosse crônica

A tosse crônica é aquela que dura mais de 3 semanas e que não passa com os medicamentos antitússicos e xaropes convencionais. Elas podem ser causadas por:
  • gotejamento pós nasal, entre estes pode-se citar a sinusite
  • refluxo gastro-esofágico
  • laringite
  • câncer
  • devido a inalação de produtos tóxicos
  • presença de vermes nas vias respiratórias
  • uso de medicamentos para o coração
  • poluição ambiental
  • fumo
Para identificar sua causa pode ser necessário além da anamnese e da observação clínica a realização de uma tomografia computadorizada ou de um raio-x dos seios paranasais. As especialidades mais indicadoas para tratar a tosse seca crônica é o otorrinolaringologia e a pneumologia.

Seja qual for a causa da tosse crônica tratá-la é indispensável para que o paciente fique curado da tosse.

Sinusite Alérgica

Sinusite alérgica é uma inflamação dos seios da face causada por uma alergia a algum agente externo, como por exemplo, ácaros ou algum tipo de alimento.
Os indivíduos que tem sinusite alérgica quando entram em contato com o agente causador da alergia , produzem secreções que se acumulam nos seios da face, causando dores de cabeça, mau hálito e congestão nasal.
As crises de sinusite alérgica podem ocorrer com freqüência, causando grande desconforto para o indivíduo.

Causas

A principal causa da doença é a inflamação da mucosa que reveste toda a cavidade nasal devido a um agente externo que causa alergias, que podem estar relacionadas com:
  •  Ácaros;
  •  Poeira;
  •  Intolerância a alimentos;

Sintomas

Os sintomas da sinusite alérgica são semelhantes a da sinusite viral, os principais são:
  •  Dor de cabeça;
  •  Espirros;
  •  Dificuldade pra respirar:
  •  Coriza freqüente;
  •  Olhos avermelhados e lacrimejantes;
  •  Dores nos ossos da face;

Diagnóstico

O diagnóstico é feito por um otorrinolaringologista, que deverá analisar a face e os sintomas apresentados pelo paciente.
São realizados testes alérgicos para detectar o causador da alergia, o resultado é imediato e orienta o médico a indicar o melhor tratamento para o paciente.

Tratamento

A sinusite alérgica é tratada com o uso de antialérgicos, porém as alergias também devem ser controladas através do afastamento dos agentes que a provocam.

São utilizados descongestionantes nasais para facilitar a respiração, e soro fisiológico para a realização de uma lavagem nasal e para a drenagem das secreções acumuladas.

Rinite Alérgica

Rinite Alérgica podem variar de acordo com o local onde a pessoa vive. Normalmente, determinados alérgenos são responsáveis por aumentar a irritação da mucosa nasal, dentre os quais pode-se destacar:
  • Ácaros da poeira doméstica: no Brasil, os ácaros são o principal causador de Rinite Alérgica pois o clima quente e úmido favorece a sua multiplicação, especialmente nos quartos de dormir, onde as pessoas passam muitas horas. Os ácaros alimentam-se de todo tipo de matéria orgânica, como papel, lã, pelos de animais, fungos e pele  descamada. Deve-se, portanto, realizar a limpeza do quarto de uma forma mais eficaz e pormenorizada, através de desumidificadores, esterelizadores e aspiradores mais potentes;
  • Pólen das plantas: normalmente as pessoas queixam-se mais no início da primavera, piorando pela manhã e em  dias com muito vento. Alguns dizem que melhoram dos sintomas quando chove;
  • Fungos: é também conhecido como “bolor”, existe no ar e desenvolve mais no Outono. Os alérgicos aos fungos,  referem mais queixas à noite, em ambientes úmidos, sentindo-se melhores em ambientes secos;
  • Determinados alimentos: existem diversos alimentos que podem causar uma piora das alergias de uma forma geral, incluindo a Rinite Alérgica. Os mais comuns são ovo, chocolates, peixes, trigo, glúten, corantes artificiais, leite de vaca, amendoim, dentre outros.
  • Pêlos e penas de animais domésticos;
  • Poluentes ambientais;
  • Cheiros fortes como perfumes, desinfetantes e cloro de piscina;
  • Fumaça de cigarro;
  • Ar-condicionado.

Consequências

As consequências da Rinite Alérgica são diversas. É muito comum as pessoas se acostumarem com os sintomas e só procurarem um médico quando ocorrem problemas mais graves. No entanto, é importante incentivar o tratamento o quanto antes, pois estudos recentes já comprovaram que portadores de Rinite Alérgica, mesmo moderadas, podem ter efeitos deletérios sobre a função cognitiva, atenção e psicomotricidade.
O uso constante de antialérgicos que causam sono, também podem diminuir o nível dos reflexos, resultando em acidentes de trabalho e de trânsito.

Tratamento

O melhor tratamento para Rinite Alérgica é a prevenção. Deve-se fazer um controle ambiental da casa e do trabalho do indivíduo, eliminando tudo o que possa causar alergia e limpando o local o máximo possível.

Deve-se também praticar atividades físicas para melhorar o condicionamento físico geral, utilizar medicamentos como anti-histamínicos orais e corticoides inalados para prevenir e tratar as crises, toma de vacinas e, em alguns casos mais graves, cirurgia nasal. Uma medida prática e eficiente são as lavagens nasais frequentes com solução salina.

Dermatose

Dermatose é um conjunto de doenças da pele, caracterizada por manifestações alérgicas persistentes, cujos  sintomas de uma forma geral, são formação de bolhas, coceiras, inflamações e escamação da pele.

Causas

As causas da dermatose ainda são controversas, podendo ocorrer por:
  • Intoxicações alimentares através do ovo, laticínios e frutas cítricas;
  • Deficiências dos rins, fígado, intestinos ou da própria pele;
  • Exposição a produtos químicos nocivos à saúde;
  • Em consequência de outras doenças como Asma e Rinite Alérgica;
  • Tendência hereditária;
  • Disfunção do sistema imunológico;
  • Contato com lã, sabões ou detergentes;
  • Temperaturas extremas.
Para diminuir a ocorrência das crises deve-se evitar os agentes que causam irritação, hidratar a pele com frequência, evitar transpiração excessiva, tomar banho com água morna ou fria, reduzir  situações de estresse, usar luvas de algodão para trabalhos domésticos e evitar vestir roupas de tecidos sintéticos.

Dermatose cinzenta

Dermatose cinzenta é uma doença de pele de causa desconhecida, que não sofre influência de fatores climáticos, raciais, alimentares ou relacionados ao trabalho. Possui um caráter crônico,  caracterizada pelo surgimento de lesões que disseminam na pele, de cor acinzentada com borda avermelhada e fina, às vezes, discretamente elevada. As lesões surgem de forma súbita, por surtos, sem sintomas prévios, algumas vezes acompanhadas por coceiras. Normalmente, esse tipo de dermatose deixa manchas permanentes na pele e até o momento, nenhuma forma de tratamento mostrou-se eficaz.

Dermatose palmoplantar juvenil

Dermatose palmoplantar juvenil é um tipo de dermatose que se localiza geralmente nas plantas dos pés, especialmente nos calcanhares e nos dedões dos dois pés. É caracterizada por  vermelhidão, excesso de produção de queratina e pele rachada com um aspecto brilhante. Os sintomas pioram no inverno, podendo as rachaduras profundas causar dores e sangrar de vez em quando. A principal causa é o uso de sapatos e meias úmidas ou excesso de contato com água.

Dermatose de contato


Dermatose de contato são processos inflamatórios da pele causados por agentes físicos e químicos, que geram desconforto, dor, coceira, queimação e reações psicossomáticas. Inicialmente  limita-se à zona de contacto com o agente causador, mas depois pode espalhar-se. É mais frequente nas mãos como acontece nas donas de casa, em algumas profissões que exijam contato e exposição direta a produtos mais agressivos à pele. Também pode acontecer nos lóbulos das orelhas ou na face anterior do pulso, por alergia ao níquel contido na fivela do relógio. Em muitos casos, o contato também pode ser através do ar, como acontece com os pólens e perfumes.

Alergia à picada de inseto

A alergia à picada de inseto, cientificamente chamada de estrófulo, gera sintomas como vermelhidão local e intensa coceira, mas alguns indivíduos podem ter uma reação alérgica exagerada, chamada choque anafilático, caracterizada por queda da pressão arterial e extrema dificuldade em respirar. Nestes casos, a reação é muito rápida e o indivíduo deve ser levado para o hospital o mais rápido possível pois existe o risco de morte por asfixia.

Sintomas

São sintomas de alergia à picada de inseto:
  • vermelhidão,
  • inchaço da área,
  • coceira intensa e
  • saída de um líquido fluido e transparente pelo local da picada.

Os insetos que mais causam reação alérgica são:
  • pernilongos e borrachudos,
  • abelhas,
  • marimbondos,
  • vespas,
  • formigas de fogo e
  • pulgas.
Ao ter alergia a algum destes insetos o indivíduo tem cerca de 60% de chances de ter uma reação alérgica igual ou pior se for picado uma outra vez.

Tratamento

Para o tratamento da alergia à picada de inseto recomenda-se passar uma pedrinha de gelo no local até que esta derreta completamente. O gelo vai promover uma vasoconstricção e diminuir a inflamação. Na maior parte dos casos o uso de uma pomada antialérgica, como por exemplo a Polaramine, de 2 a 3 vezes ao dia é suficiente para tratar a alergia.
Ao coçar a área o indivíduo pode agravar o quadro gerando uma infecção secundária. Neste caso recomenda-se a toma de antibióticos para uma abordagem mais eficiente.

Se ao ser picado pelo inseto a área ficar cada vez mais inchada recomenda-se ir ao médico e se possível com o inseto que o picou para que este seja identificado. Isto é importante pois se for o caso de uma picada de abelha, por exemplo, é preciso retirar o ferrão deixado por ela para que a ferida seja curada.

Choque anafilático

O choque anafilático, ou anafilaxia, é uma reação alérgica, de hipersensibilidade imediata e severa, que afeta o corpo todo. A sua manifestação mais grave é quando provoca inchaço e obstrução de vias aéreas superiores e/ou hipotensão, que pode ser fatal.
A falta de ar pode ser fatal, a menos que o indivíduo receba o tratamento de emergência prontamente.

Tratamento

O tratamento inicial para o choque anafilático é uma injeção intravenosa de adrenalina de 0.3 a 0.5mg, que pode ser repetida acada 3 a 5 minutos e oferecer oxigênio ao indivíduo, por meio de uma máscara.
Se a garganta estiver fechada e impedir a passagem do ar, é necessário realizar uma cricotireotomia, que é um procedimento cirúrgico para manter a respiração, a oxigenação e a integridade cerebral, até que a situação seja normalizada.  Após a resolução dos sinais e sintomas é importante observar o paciente por 4-6 horas. Já nos casos severos e refratários, é importante observar de 10-24 horas.

Sintomas

Os sinais e sintomas de um choque anafilático podem ser:
  • Dificuldade em respirar
  • Sudorese
  • Pele pálida e fria
  • Pulso rápido
  • Chiado ao respirar
  • Coceira
  • Vermelhidão pelo corpo
  • Confusão mental
  • Inconsciência
  • Colapso vascular
  • Incontinências
  • Vômito
  • Dor abdominal

Primeiros socorros para choque anafilático

Em caso de suspeita de um choque anafilático, recomenda-se chamar uma ambulância o mais rápido possível.
Enquanto espera, tente perceber o que causou a reação alérgica. Se foi uma picada de inseto ou cobra, por exemplo, retire o ferrão do animal da pele e aplique uma pedrinha de gelo no local, amarre com força um tecido limpo alguns centímetros acima da mordedura do animal, para diminuir a disseminação do veneno.
Alguns pacientes alérgicos costumam ter uma medicação anti-alérgica (Epinefrina) no bolso ou na carteira, pergunte a ele e, se for o caso, dê a medicação o mais rápido possível.

Causas

Algumas possíveis causas do choque anafilático são os medicamentos, veneno de inseto e determinados alimentos que causam alergia no indivíduo como o ovo, por exemplo.

Porque ocorre o choque anafilático


O choque anafilático acontece quando um indivíduo entra em contato com algum agente (antígeno) que excite demais o sistema imunológico, fazendo com que ocorra uma reação exagerada, chamada de reação de hipersensibilidade de seu organismo produzindo os sinais e sintomas da anafilaxia num período curto após a exposição ao alérgeno.

Alergia à perfume

A alergia à perfume pode ser observada quando a área onde é pulverizado o perfume fica vermelha, irritada e coça. Contudo, alguns indivíduos têm alergia à perfume, mas não apresenta alterações na pele, queixando-se somente de irritação no nariz, lacrimejo nos olhos e tosse ao sentir o perfume no ar.
Apesar de ser incômada a alergia à perfume não é fatal e pode ser facilmente identificada num exame de alergia feito por um alergologista. Estes pacientes devem evitar ao máximo o uso de perfumes, água de colônia, eau de parfum e de cremes, shampoos, condicionadores e sabonetes perfumados.
Além disso é preciso ter o cuidado de não utilizar produtos de limpeza para o lar perfumados ou que contenham substâncias como o Lyral, essência natural de geraniol e óleo de rosas, pois estes são alguns dos mais suscetíveis à alergia e por isso são sempre identificados nas embalagens dos produtos.
Uma alternativa para os indivíduos que tem alergia à perfume é pulverizar o perfume à distância, na roupa, na varanda ou no quintal, algumas horas antes de vestí-la, assim a concentração do perfume diminui e o risco de alergia diminui consideravelmente.

Se algum produto que provoque alergia no indivíduo entrar em contato com a pele e esta permanecer irritada, recomenda-se passar um creme de cortisona na área durante alguns dias.

Dermatose e dermatite são a mesma coisa?

Dermatose e dermatite não são necessariamente a mesma coisa, apesar de serem frequentemente confundidos. A Dermatose é um termo mais amplo utilizado para designar as doenças de pele que são classificadas em Psoríase, Eczema, Acne, Urticária, dentre outras. A dermatite ou dermite, significa exclusivamente inflamação da pele.

Dermatite

A dermatite é uma reação alérgica da pele que gera sintomas localizados como coceira e vermelhidão, que pode ser tratada com uso de uma pomada anti-alérgica, por exemplo.

Sintomas

Os sintomas de dermatite podem ser:
  • vermelhidão na região,
  • coceira,
  • descamação,
  • pode haver a formação de pequenas bolhas cheias de líquido transparente.

Causas

As causas da dermatite podem ser:
  • contato com alguma substância que cause alergia,
  • efeito colateral de algum medicamento,
  • má circulação sanguínea,
  • intenso ressecamento da pele.

Diagnóstico

O diagnóstico da dermatite é feito pelo médico dermatologista ao observar as lesões do indivíduo.

Tratamento

O tratamento para dermatite vai depender do tipo de dermatite que o indivíduo possui, mas pode ser feito com a toma de medicamentos ou uso de uma pomada para alergia como a Quadriderm, por exemplo.

Anafilaxia

Anafilaxia é uma reação alérgica exagerada, também conhecida por choque anafilático, que pode ocorrer em qualquer indivíduo propenso à alergias.
Ela pode ser causada por inúmeras causas. Alimentos como amendoim, frutos do mar e ovo, medicamentos, látex, picadas de insetos, mordidas de cobra e exercícios físicos extenuantes são alguns exemplo do que pode causar a anafilaxia.
Em caso de anafilaxia, o indivíduo deverá ter dificuldade em respirar, ficará inchado, com os batimentos cardíacos acelerados e terá coceira por todo o corpo. Neste caso, deve-se levá-lo imediatamente até o hospital para que seja iniciado o tratamento o mais rápido possível.

Este consiste em dar ao indivíduo um medicamento chamado adrenalina ou epinefrina, e pode ser necessário entubá-lo, ou seja, fazê-lo respirar por aparelhos.

Tosse Alérgica

A tosse alérgica é um tipo de tosse seca persistente que surge sempre que o indivíduo entra em contato com a substância alergenica, que pode ser poeira, pêlo de gato, pêlo de cachorro ou o pólen das flores e das árvores, por exemplo. Este tipo de tosse é mais comum na primavera e no outono, embora possa surgir também no inverno pois os ambientes tendem a estar mais fechados nesta época do ano, gerando acumulo de substâncias alergênicas no ar.

Sintomas

Os sintomas de uma tosse alérgica são:
  • Tosse seca, que nunca tem catarro ou qualquer outra secreção;
  • Tosse seca persistente, que ocorre várias vezes ao dia, mas especialmente à noite;
  • Tosse irritativa, que, quando começa, parece que não vai parar mais.
O indivíduo pode ter alergia respiratória e não saber. Para esclarecer essa dúvida, ele poderá realizar um teste de alergia, recomendado por um alergologista ou pneumologista. Filhos de pais alérgicos têm maiores chances de desenvolver uma alergia respiratória e, por isso, são mais propensos a sofrer com a tosse seca persistente.

Tratamento


O tratamento para tosse alérgica deve ser feito com base na sua causa e por isso é indicado que o indivíduo tome algum remédio anti-histamínico receitado pelo médico e evite o contato com a substância alergênica. O médico poderá indicar a toma de um xarope para tosse alérgica, que além de combater a alergia irá acalmar a garganta , diminuindo os sintomas da tosse.