São
cada vez mas comuns e podem levar à morte. A culpa é dos alimentos processados
e dos aditivos a que o nosso corpo não teve tempo para se habituar.
Mais
de um milhão de portugueses sofre de alergias alimentares: 8% são crianças e 3%
adultos. Muitas vezes confunde-se com a intolerância alimentar, mas enquanto na
primeira o corpo desenvolve anticorpos em reacção a determinados alimentos, na
segunda, 'o que existe é uma deficiência do organismo que não tem determinadas
enzimas essenciais para digerir substâncias, como lactose ou o glúten', explica
Cristina Santa Marta.
Alguns
dos alimentos mais susceptíveis de causar alergias são ovos, caju, amêndoas,
amendoim, nozes, chocolate, castanha, quivi, sésamo e caril.
Sintomas: Os mais ligeiros podem
limitar-se a erupções cutâneas, urticária (edema dos lábios e da garganta),
falta de ar, náuseas e diarreia. Nos mais graves, pode haver uma reacção
anafiláctica, em que a inflamação da garganta é tão grande que impede a
respiração, o que pode causar desmaios e até levar à morte. Nem sempre é
preciso ingerir os alimentos, nalguns casos a simples inalação é suficiente.
Diagnóstico: Os testes sanguíneos
detectam a presença de anticorpos e, por vezes, os cutâneos também podem ser
úteis. Se bem que um resultado positivo nem sempre signifique que existe
alergia, um negativo torna improvável a sensibilidade ao mesmo. As dietas de
eliminação são outra forma de tentar identificar alérgenos. Implicam que se
elimine todos os possíveis causadores da alergia, sendo depois reintroduzidos
um de cada vez, até se identificar o responsável.
Tratamento: Nas crises agudas,
administram-se anti-histamínicos e corticóides. Existem ainda kits de
adrenalina de emergência para combater choques anafilácticos. Além destes
medicamentos, não há tratamentos específicos e a solução é evitar os alimentos
causadores de possíveis alergias.
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