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terça-feira, 4 de setembro de 2012

Hepatite Infecciosa



Contágio
Pela água, alimentos ou objetos contaminados.


Sintomas
 Icterícia, perda de apetite, febre com ou sem calafrios, dores nas costas, articulações e olhos, etc.


Controle
Medidas de higiene habituais. Repouso e dieta adequados aos doentes.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Hepatite G



A hepatite G foi a hepatite descoberta mais recentemente (em 1995) e é provocada pelo vírus VHG que se estima ser responsável por 0,3 por cento de todas as hepatites víricas. Desconhecem-se, ainda, todas as formas de contágio possíveis, mas sabe-se que a doença é transmitida, sobretudo, pelo contacto sanguíneo.
Em análises feitas nos Estados Unidos da América aos dadores de sangue demonstrou-se que cerca de dois por cento já teve contacto com o vírus. Supõe-se que o VHG se encontre em 20 a 30 por cento dos utilizadores de drogas injectáveis e em dez por cento das pessoas que foram sujeitas a uma transfusão de sangue. Em cerca de 20 por cento dos doentes com infecção pelos VHB ou VHC é possível detectar anticorpos para o VHG, mas esta coinfecção não parece influenciar a evolução daquelas hepatites.
Não foi ainda possível determinar com exactidão ? dado que a descoberta da doença e do vírus que a provoca foram recentes ?, as consequências da infecção com o vírus da hepatite G. A infecção aguda é geralmente «suave» e transitória e existem relatos duvidosos de casos de hepatite fulminante (os especialistas ainda não chegaram a uma conclusão definitiva sobre as causas destas hepatites fulminantes).
Noventa a 100 por cento dos infectados tornam-se portadores crónicos mas podem nunca vir a sofrer de uma doença hepática. Até agora não foi possível comprovar que a infecção pelo VHG conduza a casos de cirrose ou de cancro no fígado.
Tratamento
Não existe tratamento para a hepatite G, o que não é muito problemático, já que o vírus não provoca lesões hepáticas, segundo os estudos divulgados até ao momento.
Prevenção
Embora ainda não existam medidas específicas de prevenção, como o vírus se transmite por via sanguínea, deve ter-se especial cuidado no contacto com sangue e produtos derivados do sangue. É igualmente aconselhável o uso de protecção durante as relações sexuais e evitar a partilha de objectos cortantes, com especial atenção para os utilizadores de drogas injectáveis ou inaladas.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Hepatite não alcoólica (esteatose hepática, fígado gorduroso)


Acúmulo de gordura no fígado que ocorre em diversas situações independentes do consumo de álcool, como obesidade, desnutrição, nutrição endovenosa prolongada, diabete melito, alterações das gorduras sanguíneas (colesterol ou triglicerídeos altos) e alguns remédios.
Até a década de 1980, acreditava-se que todo fígado com acúmulo de gordura e sinais de inflamação (hepatite) era causado pelo consumo de álcool. Esse tipo de alteração é tão comum em usuários de álcool que mesmo que o paciente negasse o consumo de bebidas alcoólicas ainda era considerado como se estivesse mentindo
Em 1980, Ludwig e colaboradores descreveram com o nome esteato-hepatite não-alcoólica (nonalcoholoic steatohepatitis, NASH) uma síndrome caracterizada por mulheres obesas e diabéticas que negavam o uso de álcool, mas apresentavam alterações no fígado muito semelhantes a da hepatite alcoólica, com aumento do volume do fígado, alterações em exames laboratoriais e biópsias com macrovesículas de gordura (daí o nome esteatose, que vem de gordura) nos hepatócitos , necrose (morte celular) focal, inflamação e lesões chamadas de corpúsculos de Mallory (achados até então considerados característicos da hepatite alcoólica).

Chamamos de doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA, ou NAFLD, do inglês "nonalcoholic fatty liver disease") o acúmulo de gordura no fígado (esteatose) não relacionada ao uso de álcool. A esteato-hepatite não-alcoólica (EHNA, ou NASH, do inglês "nonalcoholic steatohepatitis") é uma DHGNA onde a presença da esteatose está relacionada a uma inflamação no fígado (hepatite). Assim, a esteatose hepática ("fígado gorduroso") e a EHNA são apresentações diferentes da DHGNA, sendo que a primeira pode evoluir para a segunda. A cirrose de causa indefinida (criptogênica) onde observa-se esteatose, mas não há sinais de EHNA ativa, também está classificada como DHGNA.
Tratamento
Recomenda-se à restrição dietética e o uso de certos medicamentos que ajudam a reduzir o depósito desses metais.
Sintomas
A esteatose hepática não causa sintomas. Normalmente, o diagnóstico é feito acidentalmente através de exames de imagem, como ultrassonografias ou tomografias computadorizadas solicitadas por outros motivos.

Alguns pacientes com esteatose hepática queixa-se de fadiga e sensação de peso no quadrante superior direito do abdômen. Não há evidências, entretanto, que esses sintomas estejam relacionados ao acúmulo de gordura no fígado. Há pacientes com grau avançados de esteatose que não apresentam sintoma algum.

O que diferencia o acúmulo de gordura benigno da esteatose hepática do acúmulo de gordura prejudicial da esteato hepatite é a presença de inflamação no fígado. Ambos os quadros não costumam causar sintomas. Clinicamente é impossível distingui-los.

É importante destacar que através dos exames de imagem também nem sempre é possível diferenciar casos de esteatose, principalmente em fase avançada, da esteato-hepatite. A ultrassonografia, por exemplo, consegue-se ver bem a gordura, mas não possui sensibilidade suficiente para se descartar ou confirmar a presença de inflamação no fígado.

Os exames de imagem também não conseguem distinguir a esteato-hepatite das outras causas de hepatite. Por isso, uma história clínica, exame físico e análises laboratoriais são imprescindíveis para a avaliação do paciente. Uma boa avaliação médica pode identificar a causa da lesão hepática.

As análises laboratoriais servem para avaliar o grau de lesão do fígado através das chamadas enzimas hepáticas e de outros marcadores de doença do fígado, como a gama. Na esteatose hepática, as enzimas do fígado estão normais, enquanto na esteato-hepatite há aumento das mesmas.

Hepatite por causas hereditárias


Doenças hereditárias como a hemocromatose e a doença de Wilson levam ao acúmulo de ferro e cobre, respectivamente, no fígado, causando hepatite.
Hemocromatose ocorre depósito de ferro nos tecidos em virtude de seu excesso no organismo. Um dos principais locais de depósito é o fígado, o que pode causar a hepatite.

A doença de Wilson é hereditária autossômica recessiva cuja principal característica é o acúmulo tóxico de cobre nos tecidos, principalmente cérebro e fígado, o que leva o portador a manifestar sintomas neuropsiquiátricos e de doença hepática.
Tratamento
Não há cura para as doenças hereditárias que afetam o fígado. O tratamento depende da doença. Por exemplo, o tratamento da hemocromatose hereditária envolve flebotomias periódicas para retirar ferro do corpo. A doença de Wilson é tratada com dieta pobre em cobre e medicamentos (quelantes) que eliminam cobre do corpo e evitam sua absorção.
Exames laboratoriais
Uma história familiar de
doença hepática gera a suspeita de um distúrbio hereditário. Conheça alguns exames úteis:
  • Exames do ferro, como ferro sérico - A capacidade de ligação do ferro e ferritina ajudam no diagnóstico de hemocromatose.
  • A dosagem de alfa-1-antitripsinal revela a deficiência da enzima.
  • As dosagens de ceruloplasmina e de cobre fazem parte da investigação da doença de Wilson, em que diminui a concentração sanguínea de ceruloplasmina e aumenta a de cobre.
  • Testes genéticos – Alguns desses pesquisam mutações que podem causar certos tipos de hepatite. A pesquisa de mutações do gene HFE, por exemplo, ajuda o diagnóstico de hemocromatose.
  • Biópsia hepática - O exame microscópico de uma amostra de tecido hepático auxilia no diagnóstico.

Hepatite Alcoólica


A principal causa da doença é o uso abusivo de qualquer tipo de bebida alcoólica. A quantidade que causa doença hepática é variável de pessoa para pessoa, sendo necessário, em média, menor dose para causar doença em mulheres do que em homens.

A dose de alto risco é de 80g de álcool por dia, o que equivale a 5-8 doses de uísque (240 ml), pouco menos de 1 garrafa e meia de vinho (800 ml) ou 2 litros de cerveja.

Quanto maior o tempo de ingestão (anos), maior é o risco de hepatite alcoólica e cirrose. Certas pessoas podem adoecer mesmo com doses e tempo bem menores do que a média acima mencionada.
Tratamento
O tratamento para hepatite alcoólica é feito através da eliminação do consumo de álcool, que promove uma melhora visível nas funções do fígado.
São utilizados medicamentos como os corticosteróides, ácido ursodesoxicólicos e fosfatildicolina que atuam como antiinflamatórios e agem contra as toxinas do álcool.
Se houver grande deterioração dos tecidos do fígado, a melhor opção de tratamento é o transplante de fígado. Todos os pacientes com hepatite alcoólica podem ser candidatos a transplantes, onde os critérios de seleção são baseados em dados clínicos. A sobrevida após um transplante de fígado está entre 60% e 100%.

Prevenção
A hepatite alcoólica ocorre pela ingestão repetitiva de grandes quantidades de bebida, sendo o consumo moderado a melhor forma de evitá-la. As quantidades lesivas são as mencionadas acima, cabendo destacar que para certas pessoas doses bem menores podem deixá-las doentes. Pessoas que "agüentam" maiores quantidades de álcool antes de ficarem bêbadas, estão igualmente arriscadas à doença grave. Indivíduos com outras doenças hepáticas sofrem mais facilmente de hepatite alcoólica.
Não se conhecem até hoje formas de prevenção da hepatite autoimune.
Tampouco sabe-se prever os indivíduos que terão hepatite com uso de certos remédios que não fazem mal para a maioria das pessoas.