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quinta-feira, 8 de agosto de 2013
Bebê não entende discussão de adulto
Mito. A criança pode não compreender o que está sendo dito, mas percebe o ambiente estressado e as vozes alteradas dos pais. Aí, sente-se insegura e angustiada, e pode chorar e até acordar de madrugada. E o impacto não é momentâneo. Ela leva essas questões ao longo da vida. “Pode se tornar uma criança tímida, que tem dificuldade de se relacionar, ou o contrário, e ser impulsiva, que só sabe pedir alguma coisa gritando”, afirma Marta Pires Relvas, neurobióloga e psicopedagoga, professora de neurociência e aprendizagem da Faculdade Integrada AVM (RJ).
Se fizer cara feia para a comida é porque não gostou
Mito. Espere por muitas caretas quando seu filho começar a comer as papas, sejam as de frutas ou as salgadas, porque o paladar dele desconhece esses novos sabores, e a primeira reação é cuspir tudo e fazer uma cara bem feia. Não desista e vá em frente. Quando você menos imaginar (e não vai demorar), ele vai estar abrindo a boca para ganhar uma colherada. Para que ele se acostume, é importante não oferecer os ingredientes misturados. Se ele recusar, tente novamente. Alguns médicos recomendam oferecer o mesmo alimento pelo menos 12 vezes e de maneiras diferentes: um dia assado, no outro, cozido, e assim por diante.
Manter a cabeça desprotegida faz o corpo perder calor
Todo
mundo adere ao uso do gorro ou do chapéu quando começa a esfriar a temperatura.
No entanto, estudos mostram que o corpo não perde calor só porque a cabeça está
eventualmente desprotegida. "Qualquer parte descoberta do corpo perde calor"
de maneira proporcional, afirmam os médicos. "Assim, se estiver frio lá
fora, deve-se proteger o corpo. Se você quiser manter sua cabeça coberta, é
problema seu."
Há mais suicídios nos feriados
"Feriados
podem fazer surgir o pior de nós", comentaram Vreeman e Carroll, mas isso
não é o suficiente para fazer ninguém se matar, mesmo nos meses de muito frio,
quando ninguém sai de casa. Ao contrário: pesquisas assinalam que há mais
suicídios nos meses onde se faz mais calor.
Vai dar bronca? Nem adianta!
Mito. Adianta, sim, mas não
é uma bronca. Você tem que explicar por que ele está sendo repreendido. É
provável que seu filho tente de novo, e de novo... Repita a explicação quantas
vezes for necessário. Durante toda a infância você vai ter que falar, e explicar,
e repetir de novo. Isso é educar. E sempre com toda a paciência do mundo.
Açúcar
causa hiperatividade em crianças: independentemente do
que os pais possam acreditar, o açúcar não pode ser responsabilizado pela perda
de controle deles sobre os filhos", afirmaram os médicos Rachel Vreeman e
Aaron Carroll , explicando que nenhum estudo, até hoje, mostrou algum papel do
açúcar nos distúrbios comportamentais.
Festa deixa a criança agitada
Verdade. Algumas ficam mais
sensíveis, choram e podem ter até dificuldade para dormir. Mas não significa
que você não possa sair com seu filho. Nos primeiros meses, prefira festas
menores, em que o som não é tão alto e onde você possa deixá-lo em um local
tranquilo quando chegar a hora dele descansar.
Não faz diferença ler histórias para bebês
Mito. Seu filho pode não
entender o conteúdo de um conto dos Irmãos Grimm, mas, com poucos meses, vai
começar a construir uma história com o próprio imaginário a partir da maneira
como você conta e a entonação da voz que usa. Essas imagens estão relacionadas
com a linguagem: significa que ele vai ter mais familiaridade com as palavras,
conseguir se expressar melhor e ser um bom ouvinte. E ali tem início o primeiro
contato dele com a literatura infantil.
Recém-nascido pode viajar de avião
Verdade. Converse com o
pediatra e veja as regras para embarque com a companhia aérea. A TAM, por
exemplo, permite que bebês com oito dias viajem mediante atestado médico. Na
decolagem e no pouso, para aliviar a pressão, amamente. E fique tranquilo:
recém-nascidos não têm mais chances de desenvolver dor de ouvido que qualquer
outra criança mais velha. Se a viagem não for imprescindível, espere ele
completar 3 meses, porque aí o sistema imunológico vai estar mais fortalecido.
Se bater no rosto de alguém, é porque vai ser agressivo
Mito. Isso faz parte do
comportamento dele. Pode ser uma forma de fazer carinho – e aí você precisa
ensinar o jeito certo – ou uma maneira de chamar atenção porque percebeu que
você ficou atento ao que aconteceu. Tenha paciência e não encare como um tapa.
Explique que não é legal e que pode machucar.
Bebê não entende discussão de adulto
Mito. A criança pode não
compreender o que está sendo dito, mas percebe o ambiente estressado e as vozes
alteradas dos pais. Aí, sente-se insegura e angustiada, e pode chorar e até
acordar de madrugada. E o impacto não é momentâneo. Ela leva essas questões ao
longo da vida. “Pode se tornar uma criança tímida, que tem dificuldade de se
relacionar, ou o contrário, e ser impulsiva, que só sabe pedir alguma coisa
gritando”, afirma Marta Pires Relvas, neurobióloga e psicopedagoga, professora
de neurociência e aprendizagem da Faculdade Integrada AVM (RJ).
Se fizer cara feia para a comida é porque não gostou
Mito. Espere por muitas
caretas quando seu filho começar a comer as papas, sejam as de frutas ou as
salgadas, porque o paladar dele desconhece esses novos sabores, e a primeira
reação é cuspir tudo e fazer uma cara bem feia. Não desista e vá em frente.
Quando você menos imaginar (e não vai demorar), ele vai estar abrindo a boca
para ganhar uma colherada. Para que ele se acostume, é importante não oferecer
os ingredientes misturados. Se ele recusar, tente novamente. Alguns médicos
recomendam oferecer o mesmo alimento pelo menos 12 vezes e de maneiras
diferentes: um dia assado, no outro, cozido, e assim por diante.
terça-feira, 6 de agosto de 2013
DVD educativo deixa o bebê mais inteligente
Mito. Há DVDs que prometem
estimular seu filho e até encorajá-lo a descobrir o mundo. Mas nessa idade o
bebê aprende se relacionando com outras pessoas. Mauro Muszkat, neurologista,
coordenador do núcleo de atendimento neuropsicológico infantil interdisciplinar
do departamento de psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo, explica
que, caso a criança assista a muita TV, pode até ter problemas no seu
desenvolvimento. “As imagens são tão rápidas que o cérebro desenvolve menos o
córtex pré-frontal, área que envolve a manipulação e o armazenamento de
informações, o que gera dificuldade para se concentrar.” A Associação Americana
de Pediatria não recomenda programas televisivos ou em qualquer outra mídia
para crianças com menos de 2 anos.
Cachorro “dá” alergia em bebê
Mito. Não é uma regra.
Cerca de 20% das crianças vão ter algum tipo de alergia. Dessas, 30% são
sensibilizadas por animais. Funciona assim: o organismo da criança entra em
contato com o agente (nesse caso, o pelo do animal) e o sistema imunológico
encara aquela substância como algo perigoso. Mas não acontece com todo mundo, e
um estudo norte-americano mostrou que o contato precoce com animais, desde os
primeiros meses de vida, pode ter o efeito oposto: ele fez que com que algumas
crianças não desenvolvessem alergia. Além de fortalecer o sistema imunológico,
o convívio com esses bichos facilita a socialização do seu filho.
Colocou na escola? Logo ele vai ficar doente
Verdade. Até os 2 anos, o
sistema imunológico do seu filho não está totalmente desenvolvido, e isso o
deixa mais suscetível a infecções. Em um ambiente com muitas crianças, maiores
são as chances de pegar alguma doença, como gripes e resfriados. Por outro
lado, ele vai ganhando resistência e fortalecendo o sistema de defesa do
organismo.
Mãe ansiosa, bebê com cólica
Verdade. Não existe nenhuma
comprovação científica, mas os médicos afirmam que essa insegurança deixa a
criança mais agitada, sim. Nos primeiros 3 meses, por conta da imaturidade do
sistema digestivo, as cólicas são comuns. Depois, tendem a desaparecer. Para
você se sentir mais calma, é fundamental que tenha as melhores informações.
Esclareça suas dúvidas com o pediatra e veja no nosso site mais dicas para
lidar com as cólicas.
Acorde-o para mamar nos primeiros meses, sempre
Mito. Se o bebê está
crescendo e ganhando peso corretamente, você não precisa despertá-lo nem
durante o dia nem de madrugada. Siga o esquema da livre demanda e ofereça
sempre que seu filho quiser. Mas dois casos são exceções. Nas primeiras quatro
semanas, alguns pediatras recomendam que você acorde o bebê caso ele não
desperte para mamar a cada três/quatro horas. Se esse tempo é ultrapassado, ele
pode desenvolver hipoglicemia (baixa quantidade de açúcar no sangue), o que
pode levar a uma sonolência profunda e, em alguns casos, provocar lesões
neurológicas. Outro caso que merece atenção são os bebês prematuros. Se
precisar acordá-lo, trocar a roupinha já é suficiente para que ele abra os
olhos.
Bebê que dorme de barriga para cima pode regurgitar e esgasgar
Mito, Mito, Mito! Dormir de
barriga para cima é a posição mais segura para evitar a morte súbita (quando o
bebê com menos de 1 ano morre, enquanto dorme, de forma inesperada). Se você
tem medo que seu filho engasgue caso regurgite, saiba que isso não ocorre
porque o líquido, em geral uma quantidade pequena, escorre pelos lados da boca.
Cerveja preta aumenta a produção de leite
Mito. De jeito nenhum – e o
consumo de bebidas alcoólicas é proibido durante a amamentação. Existe, no
entanto, uma explicação para essa crendice. A cerveja é diurética, então você
faz xixi mais vezes, e isso faz com que consuma mais líquido. A melhor maneira
de garantir uma boa produção de leite é colocando seu bebê para mamar (isso
funciona como um estímulo) e bebendo bastante líquido – até sopa conta!
Chupeta não entorta os dentes do bebê
Verdade. Dificilmente o uso
de chupeta durante o primeiro ano provocará alterações dentárias, fazendo com
que os dentes nasçam tortos ou fora de posição. Até os 12 meses os bebês têm,
em média, oito dentes, e não há tempo hábil para que as transformações ósseas
aconteçam. Essas alterações, se ocorrerem, vão ser percebidas entre 18 e 24
meses, quando é hora do seu filho abandonar o acessório. Se você quiser dar a
chupeta, deixe que ele use por períodos curtos.
Bebê não pode brincar com tinta
Mito. Basta escolher uma de
boa qualidade (não tóxica), ficar ao lado do seu filho e curtir as primeiras
experiências com tinta. Ele vai descobrir novas texturas e movimentos com as
mãos, perceber que é capaz de produzir algo e se apaixonar pelas cores. Esse
ganho cognitivo permite, no futuro, que ele seja mais criativo. Mas vale um
lembrete: essa brincadeira tem que ser fonte de prazer para os pais também. Se
você respira fundo só de imaginar tinta espalhada pela casa ou no rostinho
dele, melhor propor outra atividade. “Se a criança percebe que aquilo é motivo
de tensão, então não vai aproveitar tanto quanto poderia. Ela precisa estar
livre para brincar”, afirma Mariana Tichauer, psicóloga clínica e terapeuta
familiar, há 12 anos na área, da clínica multidisciplinar Edac (SP).
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