MITO. O ideal é
fazer massagem e retirar o excesso de leite, quando for necessário. Em casos de
dor e inflamação bolsas de água fria são mais indicadas, mas sempre consulte um
especialista.
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sexta-feira, 4 de outubro de 2013
Sabonete diminui a oleosidade da pele?
VERDADE. O
sabonete diminui a oleosidade da região. Evite o uso de sabonete diretamente na
região do mamilo e aréola.
Tomar sol no seio ajuda?
VERDADE. O
sol ajuda na prevenção de fissuras. A exposição deve durar de 10 a 15 minutos
diariamente em horários recomendados (antes das 10 da manhã e após as 17h da
tarde).
Usar bucha vegetal, no bico do seio durante a gravidez evita rachadura?
MITO. Não
há estudos que comprovam que a prática do uso de bucha pode fazer com que
a pele da região fique mais resistente. Durante a gestação há um aumento
e escurecimento da região do mamilo e aréola, preparo natural para a
amamentação.
Depois de voltar ao trabalho, não é possível continuar com a amamentação.
É falso.
Depende de muitos fatores, do tempo que a mãe e o bebé passam separados, se a
mãe extrai leite durante esse tempo, se a pessoa que fica a tomar conta do bebé
lhe pode dar o leite materno, a idade da criança e a expectativa que a mãe
tenha. Em certas situações, a mãe acaba por optar por uma lactância
complementar ou mista.
Com seis meses, o bebé já é muito grande para ser amamentado.
É falso.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Direção-Geral de Saúde recomendam a
introdução de alimentação complementar a partir dos seis meses. Primeiro,
preconiza a OMS, deve oferecer-se o peito e só depois os restantes alimentos,
de forma gradual. Até ao ano de vida, o leite materno deve continuar a se o
alimento principal. E quando o bebé já comer de tudo, deve continuar a ser a
principal fonte de leire até aos dois anos ou mais.
A gravidez obriga a parar com a amamentação.
É falso. Não é uma obrigação, mas sim uma decisão de
cada mulher. Pode amamentar-se durante toda a gravidez, sempre que o bebé
queira e caso não se trate de uma gravidez de risco. Quando chegar o bebé mais
novo, pode continuar a amamentar os dois, dando-se sempre prioridade ao mais
novo.
O aumento do peso do bebé não está a ser tão rápido quanto seria de esperar. Não está a alimentar-se bem.
É falso. Cada criança tem um padrão de crescimento.
Não têm todos de crescer dentro do mesmo padrão.
Se o bebé não dorme de um sono só é porque precisa de leite artificial.
É falso. Não existe relação. Quando são
pequenos, precisam de comer com frequência e não dormir de uma vez só. Depois,
vão espaçando as tomas e dormem mais horas por noite, apesar de alguns bebés
continuarem a querer comer com frequência. Não depende se tomam leite materno
ou artificial, mas sim cada criança.
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
Estar constipada, gripada ou a tomar medicamentos é incompatível com a amamentação.
É falso.
Não é preciso deixar de dar peito porque a mãe está constipada, gripada ou
porque está a tomar medicamentos. Pelo leite, são transferidas defesas ao bebé
que o protegem da infecção. Nestes casos, antes de pegar no bebé, deve lavar-se
sempre as mãos e, se necessário, usar uma máscara ou um lenço para tapar a boca
e o nariz.
No caso dos medicamentos,
os que são autorizados durante a amamentação são em muito maior número do que o
que se pensa. Em caso de incompatibilidade, pode sempre procurar-se um
alternativo. Caso não haja, é possível manter a produção de leite, extraindo
enquanto dura o tratamento, para depois retomar a amamentação após o
tratamento.O stress pode acabar com o leite.
É falso.
Muito receios têm a mesma explicação e é a de que o leite se mantém, desde que
haja estimulação e esvaziamento das mamas.
Com o regresso da menstruação é preciso deixar de amamentar.
É falso.
A produção de leite mantém-se desde que haja estimulação e esvaziamento das
mamas, até que a mãe e o bebé queiram.
Se com a bomba de extração de leite tirar pouca quantidade, não posso continuar a amamentar.
Já não se nota o peito cheio, talvez não tenha leite suficiente.
É falso.
Quase todas as dúvidas acabam com a mesma pergunta: “Será que tenho leite
suficiente?”. É normal sentir-se o peito menos inchado ao fim de algum tempo, o
que não indicia que haja menos produção. A produção depende das tomas do bebé.
Quando as tomas começam a ser mais frequentes do que o que é normal é sinal de que o bebé fica com fome.
É falso. Umas vezes querem comer, outras têm sede e
precisam só de mamar um bocado, o que acontece sobretudo em alturas de calor.
Também pode acontecer devido a surtos de crescimento. As crianças tornam-se
mais exigentes para que a mãe aumente a quantidade de leite que precisa. Depois
de dois ou três dias, recupera-se o ritmo mais relaxado, sem serem precisos
biberões extra.
O bebé continua a chorar porque quer comer mais e não tem.
É falso.
Os bebés choram por muitas razões e não necessariamente por causa da
insuficiência de leite. As crianças que são amamentadas sem restrições, durante
o tempo e com a frequência que desejam, não costumam ter cólicas. Se achar que
o bebé chora porque tem mais fome, pode oferecer mais leite. O leite materno é
de fácil digestão e é bem tolerado.
Se se der peito sempre que o bebé pedir, não se habituam a comer regularmente e podem danificar o estômago.
É falso.
Se a criança come quando deseja, o estômago irá desenvolver-se de forma
adequada. Impor horários e quantidades que não se ajustam às necessidades do
bebé é o que pode originar mal-estar e irritabilidade.
É preciso dar de mamar de três em três horas, para que o peito volte a encher.
É falso.
Funciona precisamente ao contrário. Para assegurar uma produção adequada de leite
e o fluxo de leite, durante os seis meses de amamentação materna em exclusivo,
o bebé precisa de ser amamentado tão frequentemente quanto o deseje, tanto de
dia como de noite.
É a chamada amamentação em
regime livre. Os lactantes alimentam-se de acordo com o seu apetite, obtendo o
necessário para um crescimento satisfatório. Os bebés não esvaziam
completamente o peito, extraindo apenas entre 63 e 72% do leite disponível,
revelam estudos científicos. Podem obter mais leite, o que prova que o bebé
deixa de beber leite porque fica saciado e não por que o peito ficou vazio.A capacidade de armazenamento de leite varia de mulher para mulher. Os filhos de mulheres que têm menos capacidade para armazenar podem necessitar de alimentar-se com maior frequência, para extrair leite, assegurar uma ingestão e uma produção de leite adequadas.
Para ter mais leite é preciso beber muita água.
É falso. A produção de leite aumenta ou diminui em
função do esvaziamento da mama e não dos alimentos que a mãe ingere. E assim
como não há alimentos que aumentem a produção de leite, também não existem
alimentos que produzam gases no leite ou no bebé.
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