Síndrome de burnout é
um distúrbio psíquico de
caráter depressivo, precedido de esgotamento físico e mental intenso, definido
por Herbert J. Freudenberger como "(…)
um estado de esgotamento físico e mental cuja causa está intimamente ligada à
vida profissional".
Prevenção
Tendo
em vista que Burnout é um estresse psicossocial
relacionado a determinadas condições e organização de trabalho, é importante
identificar os seus fatores de risco para que possam pensar em intervenções
adequadas para evitar, reduzir ou eliminar a Síndrome de Burnout. No que diz
respeito ao trabalhador, esse deve considerar avaliar? suas estratégias de
enfrentamento a situações de estresse, buscando dividir suas dificuldades com
chefia, colegas de trabalho, amigos e familiares. Uma vida equilibrada, com
atividade de lazer e hábitos de vida saudável, também auxilia na prevenção da
síndrome.
Nesse
sentido o trabalhador deve:
1.
Ter atitudes positivas em relação ao trabalho: (a) elogiar as pessoas que
atende em seus progressos, desenvolvendo relações positivas com as mesmas, (b)
procurar manter a confiança mesmo quando ocorrem fracassos, (c) ter em mente
que atender/auxiliar as pessoas é seu trabalho e, portanto, trata-se de uma
situação profissional (d) procurar ajustar
as atitudes e expectativas de acordo com cada caso e situação. O profissional
não é o único responsável pelo bem-estar dos que atende.
2.
Manejar o tempo apropriadamente: (a) estabelecer objetivos reais e flexíveis,
(b) estabelecer prioridades entre as tarefas, (c) dominar o ritmo do trabalho,
(d) usufruir o tempo livre prazerosamente,
tendo claro que tempo livre não é somente descansar, mas realizar atividades
gratificantes.
3.
Definir responsabilidades: (a) definir claramente as atribuições funcionais,
(b) usar todos os recursos disponíveis para o trabalho, (c) ter o conhecimento
econtrole adequado sobre sua
área de trabalho, (e) solicitar ajuda tanto do ponto de vista técnico como
emocional.
4. Manter-se aberto: (a)
para efetuar mudanças no ambiente de trabalho, (b) modificar os métodos de
trabalho (c) solicitar retorno de como seu trabalho está sendo realizado e, em
função disso, aceitar mudanças e sugestões.
5. Manter-se atualizado:
(a) buscar a realização de cursos, seminários e grupos de discussão, (b)
aprimorar as habilidades de comunicação e de relacionamento interpessoal.
6. Cuidar de si: a) o
cuidado do outro depende do seu cuidado, (b) lembrar que você é parte
importante da relação profissional/cliente, mas não é a única, (c) lembrar que
sua saúde física e mental é responsabilidade sua, faz parte do seu instrumental
de trabalho. Ter sempre em mente que você escolheu essa profissão.
Tratamento
Há
diferentes formas de intervenção em nível individual, no entanto, é importante
destacar suas limitações, podendo inclusive mascarar o problema devido ao
consenso de que Burnout tem suas raízes na organização do trabalho. Há
importantes advertências sobre consequências quando se pensa em intervenções
unicamente voltadas ao trabalhador. Esse foco de intervenção não há dúvidas de
que beneficia o trabalhador, mesmo que de forma temporária, no entanto, pode
reforçar a concepção equivocada de que esse é um problema do indivíduo e a ele
cabe a sua solução, reforçando seu sentimento de fracasso, isolamento e baixa
autoestima. A intervenção deve privilegiar a organização do trabalho, forma de
execução e contexto social mais amplo. Burnout não é um fenômeno intrapsíquico,
mas psicossocial.
Na
suspeita de adoecimento, o trabalhador deve procurar auxílio médico e
psicológico para realização do adequado diagnóstico, tendo em vista que Burnout
apresenta sintomas e dificuldades semelhantes a outras patologias laborais. Caso
confirmado o diagnóstico, o tratamento geralmente é realizado através de
terapia cognitivo-comportamental com foco nos mecanismos de enfrentamento de
situações de estresse no trabalho.
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